O Ministério Público do Peru solicitou a prisão do candidato presidencial Roberto Sánchez, por supostamente ter fornecido informações falsas ao órgão eleitoral do país sobre contribuições de campanha entre 2018 e 2020, anunciou a Procuradoria-geral nesta quarta-feira (13).
Com a apuração do primeiro turno ainda em andamento, Sánchez figura no segundo lugar, o que lhe garantiria o espaço no segundo turno. Em uma disputa acirrada com o terceiro colocado, o candidato de extrema-direita Rafael López Aliaga, os 99,941% dos votos apurados ainda não permitem cravar quem enfrentará Keiko Fujimori no pleito final.
A denúncia contra Sánchez apontou inconsistências nos relatórios financeiros do partido do líder de esquerda, Juntos pelo Peru, durante as campanhas para eleições regionais e municipais das quais ele participou, segundo um documento divulgado pela imprensa local e cuja autenticidade foi confirmada à agência AFP pelo Ministério Público.
“Roberto Sánchez é acusado dos crimes de prestar declarações falsas em processos administrativos e de falsificar informações sobre contribuições e rendimentos de organizações políticas”, afirma a denúncia. A promotoria solicitou uma pena de cinco anos e quatro meses para o candidato e, segundo a mídia local, pediu sua desqualificação como candidato.
O caso foi apresentado pela primeira vez aos tribunais em janeiro de 2026, mas o tribunal o rejeitou parcialmente e pediu aos promotores que o reformulassem. O Judiciário agendou uma audiência para 27 de maio para determinar se o caso seguirá para julgamento ou será arquivado.
De acordo com a acusação, Sánchez teria recebido mais de US$ 57 mil (R$ 285 mil) em contribuições de membros do partido para atividades partidárias, que não foram declaradas ao Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE).
“Há anos tentam espalhar mentiras para me desacreditar politicamente. Os tribunais já rejeitaram as acusações referentes ao suposto uso pessoal de fundos partidários, porque nunca houve fraude ou desvio de verbas”, declarou Sánchez em suas redes sociais.
Sánchez, com 12%, e López Aliaga, com 11,9%, estão quase empatados na disputa pela vaga no segundo turno, em uma apuração que avança lentamente em meio a acusações de irregularidades nas eleições de 12 de abril. Com 99,94% dos votos apurados, Keiko Fujimori lidera o primeiro turno com 17,1% dos votos.




