O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na sexta-feira que os EUA realizaram um ataque letal contra Hector Rusthenford Guerrero Flores, também conhecido como Nino Guerrero, líder da gangue prisional venezuelana Trem de Aragua.
A Casa Branca, o Pentágono e o Comando Sul dos EUA não responderam imediatamente a um pedido de comentário.
O mandatário afirmou que a operação foi realizada em “estreita cooperação com nossos amigos na Venezuela, com os quais estamos trabalhando muito bem”.
O chefe do Pentágono, Pete Hegseth, publicou no X que o ataque foi realizado no início desta semana e que a morte de Guerrero foi confirmada.
O Ministério da Informação da Venezuela não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters.
O governo Trump tem repetidamente visado Guerrero e outros líderes da organização Tren de Aragua com sanções por suposto envolvimento em atividades criminosas como contrabando de drogas ilícitas, tráfico de pessoas e lavagem de dinheiro.
Em 2025, o Tren de Aragua passou a ser alvo do presidente americano, Donald Trump, após ser classificado pelo Departamento de Estado dos EUA como organização terrorista estrangeira — a mesma designação atribuída mais recentemente às facções brasileiras PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho).
De acordo com o governo americano, a facção, também conhecida no Brasil pela sigla TDA, é uma organização brutal envolvida em crimes como sequestro, extorsão, tráfico de pessoas para exploração sexual, contrabando de mercadorias e migrantes, mineração ilegal, tráfico de drogas e roubo.
Os Estados Unidos também acusam a organização de manter vínculos com o governo de Nicolás Maduro, que atualmente aguarda julgamento na Justiça americana por acusações de narcoterrorismo, tráfico de drogas e porte ilegal de armas.
O Tren de Aragua é conhecido por seu envolvimento em tráfico de pessoas e controla rotas utilizadas por venezuelanos e outros migrantes sul-americanos que se dirigem ao sul, rumo ao relativamente próspero Chile e outros destinos na América do Sul ou na Europa.
O grupo também foi associado à extorsão, sequestro, lavagem de dinheiro, assassinatos por encomenda, contrabando e furtos organizados no varejo, do Panamá ao Brasil e ao longo do corredor andino, segundo autoridades policiais latino-americanas.
Guerrero escapou da prisão de Tocorón, na Venezuela, junto com outros líderes da gangue, pouco antes de uma operação policial em 2023.




