O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta sexta-feira (1°) um decreto ampliando as sanções contra o regime de Cuba, segundo informaram dois funcionários da Casa Branca à agência de notícias Reuters. Trata-se de tentativa de exercer mais pressão sobre Havana, já em crise devido ao bloqueio econômico imposto por Washington.
As novas sanções visam pessoas, entidades e afiliados que apoiem o aparato de segurança do regime cubano ou que seriam cúmplices de corrupção ou de graves violações dos direitos humanos, afirmaram os funcionários americanos.
Não ficou imediatamente claro quais pessoas ou entidades foram atingidas pelas sanções, que foram divulgadas primeiro pela agência de notícias Reuters.
A determinação autoriza sanções secundárias para quem realizar ou facilitar transações com os alvos da medida, segundo as autoridades. As novas sanções são o mais recente ataque do governo Trump contra Cuba, que o republicano tem repetidamente declarado estar à beira do colapso.
Sob Trump, as forças americanas lançaram ataques contra embarcações na costa da Venezuela e entraram em Caracas para capturar o ditador Nicolás Maduro e, junto com Israel, travam uma guerra contra o Irã desde 28 de fevereiro. Trump afirmou anteriormente que “Cuba é a próxima”. Ele não especificou o que planeja fazer com a nação insular.
Os EUA há muito exigem que Cuba abra sua economia estatal, pague indenizações por propriedades expropriadas pelo regime do então líder Fidel Castro e faça eleições “livres e justas”. Autoridades em Havana dizem que sua forma de governo socialista não está aberta a negociações.
Os EUA impuseram sanções e pressão adicionais sobre Cuba no início deste ano, quando suspenderam as exportações de petróleo venezuelano para a ilha após a destituição de Maduro, em 3 de janeiro.
Trump posteriormente ameaçou aplicar tarifas punitivas a qualquer outro país que enviasse petróleo bruto para Cuba, levando o México, outro grande fornecedor, a interromper os embarques para a ilha.
A escassez de combustível em Cuba contribuiu para uma grave crise de abastecimento generalizada —que afetou inclusive serviços de saúde—, além de três grandes apagões em nível nacional. Também levou muitas companhias aéreas estrangeiras a suspender voos para a ilha.




