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Polícia vai investigar se crânio encontrado na Praia de Pajuçara é de pescador que desapareceu com grupo em 2022

O achado de parte de um crânio humano na orla da praia de Pajuçara, em Maceió, abriu uma investigação que pode trazer respostas para um desaparecimento que se arrasta há quase quatro anos.

Encontrado por uma turista na última segunda-feira (20), o material ósseo está sob análise do Instituto Médico Legal (IML), enquanto a Polícia Civil apura se há relação com o naufrágio que deixou três pescadores desaparecidos em maio de 2022.

A descoberta ocorreu em uma das áreas mais movimentadas e turísticas da capital alagoana. Segundo relatos, a mulher caminhava na parte rasa do mar quando pisou em algo incomum e percebeu se tratar de um crânio humano. Agentes do Ronda no Bairro foram acionados imediatamente e recolheram a ossada, posteriormente encaminhada para perícia.

Desde então, a Polícia Civil iniciou a apuração e já trabalha com diferentes linhas investigativas. O caso está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que ouviu testemunhas nos primeiros dias de investigação. 

Um dos principais elementos que direcionaram a investigação foi o depoimento de um pescador ouvido pela polícia. Ele relatou que um parente desapareceu no mar há cerca de dois anos, após um acidente envolvendo uma embarcação. 

A partir dessa informação, ganhou força a hipótese de que o crânio possa pertencer a um dos três pescadores que desapareceram em maio de 2022, conforme informações apuradas pelo TNH1 e também exibidas em reportagem do programa Fique Alerta, da TV Pajuçara.

Na época, quatro amigos saíram para pescar em uma jangada na região da Praia do Sobral, em Maceió. O grupo pretendia permanecer próximo à costa, mas foi surpreendido por condições adversas no mar, o que provocou o naufrágio da embarcação. 

Apenas um deles, Ubirajara dos Santos, conseguiu sobreviver após nadar até a costa e pedir ajuda. Os outros três — Jackson Salazar de Lima, de 41 anos, Railton Ferreira de Lima, de 30, e José Valdir Simões Silvestre, de 48 — desapareceram e nunca foram localizados, apesar das buscas realizadas à época.

Quase três anos depois, o surgimento do crânio em uma das áreas mais movimentadas da capital alagoana reacende a expectativa de familiares por respostas. No dia em que o material foi encontrado, um parente de um dos desaparecidos chegou a procurar os agentes que atenderam a ocorrência e levantou a possibilidade de ligação com o caso de 2022.

Polícia Científica

O filho de Jackson Salazar também informou que, após o naufrágio, forneceu material genético ao IML e pretende procurar novamente o órgão para contribuir com a identificação.

De acordo com a Polícia Civil, não há, até o momento, indícios de homicídio relacionados ao achado, mas nenhuma hipótese foi descartada. Além da possibilidade de afogamento, também são consideradas outras circunstâncias, como eventual vilipêndio de cadáver, que caracteriza situações de desrespeito ou manipulação indevida de restos mortais. 

A confirmação da origem do material depende dos exames periciais, especialmente da análise de DNA, que poderá ser cruzada com dados de familiares.

Enquanto o laudo não é concluído, permanecem as dúvidas sobre como o crânio chegou à faixa de areia de Pajuçara e se há, de fato, relação com o naufrágio registrado em 2022. A dinâmica das correntes marítimas é um dos fatores levados em consideração para explicar o deslocamento de restos mortais ao longo do tempo.

Sem respostas definitivas até o momento, o caso segue em investigação.

*Estagiária sob supervisão.

Fonte: TNH1

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