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Israel: Exército arquiva investigação contra soldados – 12/03/2026 – Mundo

O Exército de Israel retirou nesta quinta-feira (12) as acusações contra cinco soldados que teriam torturado um palestino detido durante a guerra contra o Hamas na Faixa de Gaza.

A decisão foi anunciada em momento em que grande parte da atenção do país está voltada para a guerra contra o Irã.

O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, elogiou o Exército. “O Estado de Israel deve caçar seus inimigos, não seus próprios combatentes heroicos”, afirmou em comunicado.

O caso ganhou atenção internacional depois que manifestantes de direita, incluindo membros do gabinete de Netanyahu, invadiram instalações militares em protesto contra a investigação sobre a tortura supostamente cometida pelos soldados.

A chefe do departamento jurídico do Exército, Yifat Tomer-Yerushalmi, divulgou um vídeo do suposto abuso para a mídia local.

A procuradora-geral militar renunciou em outubro e foi posteriormente presa pelo vazamento do vídeo, ação que ela disse ter tomado para combater a propaganda contra o departamento jurídico do Exército.

Seu sucessor, o major-general Itai Ofir, retirou as acusações contra os soldados devido a “circunstâncias excepcionais que afetaram negativamente a capacidade de processar o caso, preservando (…) o direito a um julgamento justo dos réus”, disse o Exército em comunicado.

As imagens vazadas de câmeras de segurança do campo de detenção militar de Sde Teiman, destinado a palestinos presos durante a guerra em Gaza, mostram soldados levando um prisioneiro para o lado. Eles se aglomeram ao redor enquanto seguram um cachorro e bloqueiam a visibilidade de suas ações.

Os soldados enfrentavam acusações de abuso grave e de causar lesões. A denúncia contra eles afirmava que um dos soldados esfaqueou o detento com um objeto pontiagudo, causando uma laceração próxima ao reto.

Nem o detento palestino, que foi libertado e voltou a Gaza como parte do acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas em outubro, nem os soldados israelenses envolvidos foram identificados pelo nome.

Não houve comentário imediato de líderes palestinos sobre a decisão.

A Associação pelos Direitos Civis em Israel havia apresentado anteriormente uma petição pelo fechamento de Sde Teiman devido a alegações de abuso de detentos palestinos.

O Exército israelense começou a reduzir gradualmente o uso da instalação em junho de 2024, embora acusações de grupos de direitos humanos e de ex-detentos palestinos sobre tortura e abusos em instalações de detenção israelenses continuem generalizadas.

Fonte: Folha de São Paulo

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