O exército israelense afirmou neste domingo (28) ter matado “vários terroristas armados” na zona do sul da Síria que ocupa desde o final de 2024.
No sábado, as “forças (…) eliminaram vários terroristas armados na zona de segurança no sul da Síria”, afirmou o exército em um comunicado, acrescentando que “continuará” operando na região, “eliminando toda ameaça contra os cidadãos do Estado de Israel e contra” suas forças.
O exército israelense designa com o termo “zona de segurança” o setor que ocupa na Síria —na zona sob supervisão da ONU que separava as forças israelenses e sírias nas colinas de Golã— desde a queda do poder de Bashar al-Assad no final de 2024.
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou na quinta-feira que Israel tinha a intenção de manter suas tropas “por um período indefinido” no local, como no Líbano e em Gaza.
Desde a chegada ao poder das novas autoridades islamistas na Síria, Israel também realizou incursões e bombardeios em território sírio, e declarou que deseja uma zona desmilitarizada no sul do país.
Israel se apoderou da maior parte das colinas de Golã durante a guerra árabe-israelense de 1967, a Guerra dos Seis Dias, para depois anexar as zonas que ficaram sob seu controle, uma decisão que não foi reconhecida pela maior parte da comunidade internacional.
Apesar das tensões, ambos os países vizinhos mantiveram desde o final de 2024 várias rodadas de conversas diretas com o objetivo de alcançar um acordo de segurança, e concordaram em estabelecer um mecanismo de troca de informações de inteligência.




