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EUA: Milhares marcham em Minneapolis em dia de greve geral – 30/01/2026 – Mundo

Organizações estudantis e civis nos Estados Unidos organizam uma greve geral nesta sexta-feira (30) para protestar contra as ações migratórias agressivas do governo de Donald Trump, e milhares de pessoas saíram às ruas em Minneapolis após agentes do Estado matarem duas pessoas na cidade.

O grupo “National Shutdown” (paralisação nacional) sugere um dia sem escolas, sem trabalho e sem funcionamento do comércio, com atos marcados em quase todos os estados do país, em cidades grandes e pequenas. O movimento é puxado principalmente por grupos estudantis de Minnesota, incluindo a Associação de Estudantes Somalis, nacionalidade que tem grande comunidade imigrante no estado.

“Eles queriam nos intimidar e espalhar medo em nossos corações, mas isso não vai funcionar. É exatamente por isso que estamos voltando. A única maneira de realmente lutar é expandir o movimento de paralisação da última sexta-feira”, disse Dahir Munye, presidente da Associação de Estudantes Somalis.

Artistas conhecidos de Hollywood amplificaram o chamado para os protestos compartilhando publicações com a data e críticas ao ICE, caso da cantora e atriz Ariana Grande e do ator Pedro Pascal. O astro do rock Bruce Springsteen estava presente no protesto e cantou uma música em memória de Renée Good e Alex Pretti, os dois americanos mortos por agentes de imigração.

Na última sexta-feira, outra greve geral levou milhares às ruas americanas contra as operações do ICE e outras ações federais de imigração, após a morte de Renée no início do mês. Um dia após a convocação da semana passada, agentes federais mataram Pretti, na mesma cidade, durante um protesto.

Procuradores federais em Minneapolis afirmam se sentir profundamente frustrados com a resposta do Departamento de Justiça às mortes e indicaram que podem renunciar em massa, deixando o escritório local incapaz de lidar com a carga atual de processos, segundo o jornal The Washington Post.

Os organizadores dos protestos em Minneapolis iniciaram nesta sexta ato em frente a um edifício federal onde imigrantes capturados na operação foram detidos —o local tem sido palco de inúmeros protestos nas últimas semanas. Também estava planejada para a tarde uma marcha e manifestação no edifício Government Plaza.

Neste sábado (31), grupos de defesa, incluindo a Coalizão das Cidades Gêmeas pela Justiça (cidades gêmeas é como Minneapolis e St. Paul, a capital de Minnesota, são conhecidas) e o Comitê de Ação pelos Direitos dos Imigrantes de Minnesota, farão uma marcha e manifestação em uma praça de Minneapolis.

No último sábado (24), o grupo 50501 organizou o “Dia Nacional de Ação ICE Fora de Todos os Lugares”. A organização incentiva ativistas nos 50 estados a realizarem manifestações em frente a centros de detenção, escritórios regionais do ICE, companhias aéreas que trabalham com a agência e escritórios de congressistas, de acordo com um comunicado à imprensa.

Os protestos continuarão até que os agentes federais sejam “permanentemente removidos de nossas ruas”, afirmou a nota do grupo, cujo nome significa 50 estados, 50 protestos, 1 movimento, e já havia participado das marchas “No Kings” (sem reis, em inglês), contra as ações de Trump.

O governo Trump tem indicado um tímido recuo nas operações de imigração desde a morte de Pretti, no último sábado. Inicialmente, a gestão classificou Pretti de “terrorista doméstico” que queria “massacrar” agentes federais, apesar de evidências em vídeo e testemunhas mostrarem que o enfermeiro estava imobilizado quando sofreu dez tiros de agentes.

Já no domingo (25), o presidente republicano afirmou que o governo estava “revisando tudo” e removeu o comandante da operação de Minneapolis, Gregory Bovino. A ameaça de democratas de não aprovar o orçamento federal com verba extra para o Departamento de Segurança Interna (DHS), responsável pelo ICE, e obrigar uma nova paralisação também foi determinante para a mudança de tom.

Fonte: Folha de São Paulo

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