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Coreia do Norte exlui referências à unificação com Sul – 06/05/2026 – Mundo

A Coreia do Norte retirou de sua Constituição todas as referências à unificação com a Coreia do Sul, segundo documento obtido nesta quarta-feira (6) pela agência de notícias AFP, em medida que sinaliza uma postura mais dura de Pyongyang em relação a Seul.

A nova versão do texto constitucional já não inclui a cláusula que estabelecia como objetivo “alcançar a unificação da pátria”. O documento foi apresentado em março e divulgado por autoridades durante uma entrevista coletiva do Ministério da Unificação sul-coreano.

A mudança ocorreu após o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, classificar o Sul de o “Estado mais hostil” em discurso recente.

A Constituição revisada ainda introduz uma nova definição territorial, estabelecendo as fronteiras do país com a China e a Rússia, ao norte, e com a Coreia do Sul (mencionada pelo nome oficial), ao sul. O texto afirma ainda que a Coreia do Norte “não permite, de forma alguma, qualquer violação do seu território”.

Em resposta, o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, que adota uma linha mais conciliadora, voltou a defender negociações sem condições prévias e afirmou que os dois países estão destinados a “fazer germinar as flores da paz”. Até o momento, entretanto, Pyongyang não respondeu às propostas de diálogo e mantém a retórica de que o Sul é seu adversário “mais hostil”.

Paralelamente, Kim Jong-un reafirmou o compromisso de fortalecer o arsenal nuclear do país. Em abril, a Coreia do Norte fez quatro testes de mísseis —o maior número em um único mês em mais de dois anos.

Os testes violam resoluções do Conselho de Segurança da ONU contra o programa de mísseis do Norte. Pyongyang rejeita a proibição da ONU e afirma que ela infringe seu direito soberano à autodefesa.

A Coreia do Norte fez avanços “muito sérios” em suas capacidades de produzir armas nucleares, com a provável adição de uma nova instalação de enriquecimento de urânio, disse o chefe da Agência Internacional de Energia Atômica, Rafael Grossi, em abril.

Antes, no final de março, o líder Kim Jong-un disse que o status de Pyongyang como Estado com armas nucleares era irreversível e que expandir uma “dissuasão nuclear de autodefesa” era essencial para a segurança nacional.

Em março, Kim foi proclamado reeleito líder supremo da Coreia do Norte. O pleito teria refletido “a vontade e o desejo unânimes de todo o povo coreano”, e alçado à liderança “o mais proeminente pensador e teórico do mundo atual, o grande estrategista da construção do Estado e o mestre da criação e da mudança”.

Kim está no cargo à frente da isolada nação norte-coreana desde 2011, quando assumiu pela primeira vez o poder em decorrência da morte de seu pai. Ele representa a terceira geração do Estado comunista fundado pelo avô, Kim Il-sung, em 1948.

Nos últimos anos, a Coreia do Norte também vem estreitando relações com a Rússia, enviando tropas e munições de artilharia para apoiar a invasão da Ucrânia.

Fonte: Folha de São Paulo

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