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EUA: Guerra no Irã pode ter motivado ataque a Trump – 06/05/2026 – Mundo

O Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) dos Estados Unidos apontou a guerra no Irã como um possível fator por trás da tentativa de atentado contra o presidente Donald Trump e integrantes de seu governo durante um jantar com jornalistas na Casa Branca, no mês passado.

A avaliação consta em um relatório preliminar elaborado pelo escritório de inteligência do órgão, datado de 27 de abril e distribuído a autoridades federais, estaduais e locais. O documento indica que o suspeito, Cole Allen, 31, apresentava “múltiplas queixas sociais e políticas” e conclui que o conflito dos EUA e de Israel contra o Irã “pode ter contribuído” para a decisão de tentar o ataque. O texto cita também publicações em redes sociais nas quais ele criticava a atuação americana na guerra.

O episódio ocorreu em 25 de abril, durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca. A análise, embora inicial, é a mais clara até agora sobre uma possível motivação para o ataque frustrado, que levou autoridades a investigar a influência do cenário internacional na ação.

O relatório foi classificado de “nota de incidente crítico” e obtido com pedidos de acesso à informação por uma organização de transparência, sendo depois compartilhado com a agência de notícias Reuters.

Procurados, porta-vozes do DHS e do Departamento de Justiça não comentaram o conteúdo. O FBI também se recusou a se manifestar.

Na terça (5), o Departamento de Justiça acrescentou novas acusações contra Allen, incluindo agressão a um agente federal. Segundo os promotores, ele teria disparado contra um agente do Serviço Secreto. O suspeito também responde por tentativa de assassinato, uso de arma de fogo durante crime violento e transporte ilegal de arma e de munição entre estados. O homem ainda não apresentou uma defesa formal.

Autoridades americanas tinham divulgado poucas informações sobre a motivação do ataque, mencionando apenas um email enviado por Allen a familiares na noite da ação. A mensagem, descrita como um manifesto, expressava indignação com o governo e fazia referência ao desejo de atingir um “traidor que faria um discurso”, sem citar Trump nominalmente.

Documentos judiciais indicam que Allen discordava das políticas do presidente e queria “reagir contra políticas” e decisões que considerava moralmente inaceitáveis.

O FBI também conduz uma análise detalhada da atividade digital do suspeito, incluindo publicações em redes sociais nas semanas anteriores ao ataque. Entre os conteúdos examinados estão críticas à atuação dos EUA no Irã, além de ataques à política migratória do governo, ao bilionário Elon Musk e à guerra da Rússia na Ucrânia.

Em uma das postagens, o suspeito compartilhou pedidos de impeachment contra Trump após declarações do presidente sobre o Irã. Em outra, associada a um perfil ligado a ele, o líder republicano foi comparado ao diabo em resposta a uma mensagem de sua filha, Tiffany Trump.

Segundo uma autoridade, a análise do histórico online também busca conter a disseminação de teorias da conspiração sobre o caso, à semelhança do que ocorreu após um ataque durante um comício de Trump em 2024.

Fonte: Folha de São Paulo

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