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HomeMundoBolívia e Chile querem retomar relações diplomáticas - 24/04/2026 - Mundo

Bolívia e Chile querem retomar relações diplomáticas – 24/04/2026 – Mundo

Bolívia e Chile têm vontade de avançar no restabelecimento das relações diplomáticas interrompidas há 50 anos, assegurou, nesta quinta-feira (23), o chanceler boliviano Fernando Aramayo, após reunir-se em La Paz com seu homólogo chileno, Francisco Pérez Mackenna.

Os dois países romperam relações diplomáticas formais em 1975 pela impossibilidade de chegarem a um acordo para restabelecer a saída para o mar que a Bolívia perdeu na Guerra do Pacífico (1879-1884).

Naquele ano, o ditador chileno Augusto Pinochet propôs à Bolívia a criação de uma faixa de acesso ao pacífico no norte do Chile, porém pediu em troca uma porção de terra semelhante dentro da Bolívia. A negociação para resolver a reinvindicação centenária boliviana não teve sucesso, e, desde então, os países mantêm relações diplomáticas restritas.

Com a chegada ao poder de José Antonio Kast, de ultradireita, no Chile, e de Rodrigo Paz, de centro-direita, na Bolívia, os vínculos bilaterais registram um novo impulso.

A presença na Bolívia do chanceler chileno “evidencia a expressão da vontade que temos no mais alto nível para poder levar adiante um conjunto de ações que sejam propícias ao restabelecimento de nossas relações diplomáticas”, disse o ministro boliviano.

Por sua vez, o chanceler chileno indicou que ambos os países projetam “uma agenda positiva com vistas ao futuro”, ao término de uma reunião na sede do Ministério das Relações Exteriores da Bolívia em La Paz. Aramayo e Pérez Mackenna se reuniram cedo em uma localidade fronteiriça e depois seguiram para a sede do governo da Bolívia para tratar de uma ampla agenda bilateral.

Após a reunião, os dois apareceram na sede do ministério para oferecer uma declaração conjunta, na qual, além da vontade de avançar nas relações diplomáticas, expressaram seu desejo de aproximar os vínculos comerciais e de coordenação em matéria de controle migratório.

Em 2018, após cinco anos de disputa jurídica, a Corte Internacional de Justiça decidiu por negar o pedido de acesso ao mar feito pela Bolívia. Na ocasião, o então presidente boliviano Evo Morales defendeu “seguir com o diálogo”. Já o ex-presidente chileno Sebastián Pinera considerou que a corte “colocou as coisas em seu lugar”.

O presidente Kast assumiu o poder em 11 de março com a promessa de combater a migração irregular no Chile. Ordenou aos militares a construção de um fosso na fronteira com a Bolívia.

O governo de Paz, por sua vez, não apresentou objeções a essa iniciativa de seu vizinho.

Fonte: Folha de São Paulo

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