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HomeMundoVenezuela: Voluntários deixam Brasil para ajudar em buscas - 02/07/2026 - Mundo

Venezuela: Voluntários deixam Brasil para ajudar em buscas – 02/07/2026 – Mundo

O médico veterinário Izanagi Lindase Monteiro Ferreira, 50, deixou o trabalho e a família em Saquarema (RJ) com o objetivo de chegar à Venezuela. Ele faz parte de um grupo de socorristas voluntários, o CK9 Kalmon, que planeja atuar nas buscas a desaparecidos após os terremotos no país vizinho.

Seis homens, incluindo o médico veterinário, saíram do Rio de Janeiro de avião nesta quarta-feira (1º) com três cães farejadores. O itinerário teve uma parada em Brasília, de onde o grupo embarcou à noite com destino a Boa Vista.

Eles pretendiam chegar a áreas atingidas pelos terremotos na Venezuela a partir da capital de Roraima, mas a forma de deslocamento até o país vizinho ainda era incerta. “O que motiva a gente é ter a oportunidade de ser útil na vida de alguém. Se a gente for lá e conseguir salvar uma pessoa, já é o suficiente”, diz Izanagi.

Segundo ele, o grupo recebe doações para realizar as atividades de busca a desaparecidos. “Minha filha chorou, não queria que eu viajasse”, afirma o voluntário.

Para ir até Boa Vista, o grupo disse que conseguiu passagens cedidas pela companhia aérea Gol. A Folha encontrou os socorristas e os cães durante o voo que saiu da capital federal.

Quando o avião chegou a Roraima, um tripulante usou o sistema de som da aeronave para fazer um agradecimento aos socorristas. Eles foram aplaudidos pelos viajantes.

“A gente sabe que está um caos [na Venezuela]. Cada minuto que se passa é uma vida que se vai”, afirma Izanagi.

Ele diz que já prestou socorro voluntário em tragédias como as enchentes do Rio Grande do Sul e em cidades como Brumadinho (MG), Petrópolis (RJ) e Ubá (MG). Afirma acumular experiências do tipo há cerca de 11 anos e avalia que o caso venezuelano será o mais desafiador.

O grupo ainda não sabe quanto tempo poderá permanecer no país vizinho. Segundo eles, as atividades na Venezuela dependerão das demandas locais.

“A gente não tem precedentes para saber quanto tempo vai levar lá. A gente vai tentar [ficar] o máximo que puder”, afirma o rapelista aeronáutico Johnatan Oliveira Lopes Fausto, 33, outro integrante do grupo voluntário.

Ele vive no Rio de Janeiro, onde deixou a esposa e os dois filhos para tentar auxiliar nas buscas na Venezuela. “Cada catástrofe tem a sua peculiaridade. Uma coisa é desabamento, outra é enchente, outra é terremoto“, diz.

Fonte: Folha de São Paulo

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