O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que vai governar a Venezuela e comemorou a ação militar que capturou o ditador Nicolás Maduro neste sábado (3).
“Tratou-se de um ataque como não era visto no mundo desde a Segunda Guerra Mundial”, disse Trump, comparando a ação com outros ataques ordenados por ele, como os bombardeios contra instalações nucleares do Irã. “Todas as capacidades militares da Venezuela foram inutilizadas.”
Trump disse que as forças americanas cortaram a energia de Caracas, e que nenhum militar americano foi morto. “Nenhuma nação seria capaz de realizar o que os Estados Unidos conseguiram realizar em um período tão curto de tempo”, afirmou.
Trump faz pronunciamento à nação após ordenar um ataque de larga escala contra a Venezuela e capturar Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Segundo o republicano, os dois estão sob custódia em um navio militar americano no Caribe e serão enviados para Nova York, onde responderão à Justiça americana por crimes como narcoterrorismo e tráfico de drogas.
Não está claro que provas Washington apresentará contra os dois e os outros citados na acusação, como o ministro do interior, Diosdado Cabello, e o filho de Maduro, Nicolás Ernesto.
Mais cedo, Trump havia dito que os EUA ainda estão decidindo “o que vai acontecer agora com a liderança da Venezuela”, dizendo que a líder opositora María Corina Machado, vencedora do Nobel da Paz, pode ser escolhida por Washington para governar o país —mas que ninguém “leal a Maduro” ficará no poder. Trump disse ainda que estará “fortemente envolvido” na indústria petrolífera venezuelana daqui para frente.
Em nota horas depois dos ataques, María Corina comemorou a captura de Maduro e escreveu: “Venezuelanos, chegou a hora da liberdade”. “Nicolás Maduro enfrenta hoje a justiça internacional por seus crimes atrozes cometidos contra os venezuelanos. Diante da sua negativa de aceitar uma saída negociada, o governo dos Estados Unidos cumpriu sua promessa de fazer valer a lei.”
María Corina pediu que Edmundo González, o candidato da oposição que, segundo organizações internacionais, foi o verdadeiro vencedor das eleições presidenciais de 2024, assuma “de imediato seu mandato constitucional e seja reconhecido como comandante em chefe” das Forças Armadas venezuelanas.
O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, afirmou em um vídeo divulgado na manhã deste sábado que o país vai resistir à presença de tropas estrangeiras. A vice de Maduro ainda reiterou, momentos depois, que manterá os planos de defesa do ditador. Não está claro se tropas americanas invadiram a Venezuela por terra.




