A OMI (Organização Marítima Internacional), vinculada à ONU, informou nesta sexta-feira (26) que foram retirados 115 navios e 2.500 marinheiros do estreito de Hormuz desde terça-feira (23).
O secretário-geral da organização, Arsenio Domínguez, divulgou esses números um dia depois da OMI suspender os esforços de resgate de 600 embarcações e 11 mil marinheiros. A decisão foi tomada após um ataque contra um navio no golfo de Omã nesta quinta-feira (25).
Domínguez declarou que “115 navios foram evacuados nos últimos três dias e meio, o que representa cerca de 2.500 marinheiros que já deixaram com segurança o estreito”.
“Embora ontem [quinta-feira] tenhamos suspendido a retirada, alguns navios continuam transitando pela parte sul do estreito de Ormuz”, acrescentou Domínguez.
Na quinta, um projétil de origem desconhecida danificou um cargueiro no estreito de Hormuz, a 7,5 milhas náuticas (14 quilômetros) a sudeste de Dahit, cidade de Omã. O navio atingido foi o porta-contêineres Ever Lovely, de bandeira singapuriana.
O incidente ocorreu após mais de uma semana de relativa calmaria no estreito, depois que Irã e Estados Unidos suspenderam bloqueios mútuos como parte de um memorando de entendimento destinado a pôr fim à guerra no Oriente Médio.
O plano da OMI prevê o resgate de marinheiros e navios, presos no Golfo Pérsico pela guerra, por meio de duas rotas distintas: uma próxima à costa do Irã e outra próxima à de Omã, em coordenação com as autoridades locais.
O memorando de entendimento prevê a livre passagem, sem cobrança de pedágios, pelo estreito de Hormuz durante um período de 60 dias. No entanto, o Irã pretende impor taxas de trânsito nessa rota estratégica para o comércio mundial de hidrocarbonetos, medida à qual Washington se opõe de forma categórica.
O Irã havia ameaçado, também na quinta-feira, responder com “medidas apropriadas” a qualquer tentativa de trânsito sem sua autorização prévia.




