O secretário da Marinha dos Estados Unidos, John Phelan, foi demitido, nesta quarta-feira (22), em mais uma troca em altas posições do Pentágono, poucas semanas após o secretário de Defesa, Pete Hegseth, ter destituído o principal general do Exército.
O Pentágono escreveu em comunicado que Phelan estava “deixando o governo, com efeito imediato”, sem informar detalhes.
“Em nome do secretário de Guerra e do vice-secretário de Guerra, somos gratos ao secretário Phelan por seu serviço ao Departamento e à Marinha dos Estados Unidos”, disse o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, usando a nomenclatura não oficial para o Departamento de Defesa.
Bilionário que contribuiu com a campanha de Trump, Phelan vinha manifestando divergências em relação a determinações de Hegseth durante seus 13 meses no cargo, segundo o jornal The Washington Post, citando autoridades com conhecimento da disputa.
O segundo civil mais importante da Marinha, o subsecretário Hung Cao, assumirá como secretário interino, afirmou Parnell.
No dia 2 de abril, Hegseth demitiu o chefe do Estado-Maior do Exército dos EUA, Randy George, sem citar um motivo. Dois funcionários americanos disseram que a decisão estava ligada a tensões entre Hegseth e o secretário do Exército, Daniel Driscoll.
As demissões de abril se somam à recente turbulência em todos os níveis de liderança no Pentágono, incluindo a demissão, no ano passado, do presidente anterior do Estado-Maior Conjunto, o general da Força Aérea C.Q. Brown, assim como do chefe de operações navais e do vice-chefe do Estado-Maior da Força Aérea.
A saída de Phelan ocorre durante um tenso cessar-fogo com o Irã, enquanto os EUA enviam mais recursos navais para o Oriente Médio e mantêm o bloqueio naval de portos iranianos no estreito de Hormuz.




