As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram bombardeios contra o sul do Irã nesta segunda-feira (25), em meio ao cessar-fogo e a negociações para encerrar a guerra entre os países. Segundo o Pentágono, os ataques foram preventivos com o objetivo de proteger soldados.
“Os bombardeios tiveram como alvo lançadores de mísseis e barcos que tentavam depositar minas no mar”, disse o Comando Militar Central dos EUA, responsável pelas operações no Oriente Médio. “Defendermos nossas tropas com ataques moderados durante o cessar-fogo em vigor”, afirmou em nota.
O Irã não havia se pronunciado sobre o incidente até as 20h da segunda (horário de Brasília), e não é possível saber como o caso impactará as negociações de paz em curso entre Washington e Teerã.
O presidente americano, Donald Trump, disse mais cedo que o acordo com o Irã será excelente e significativo ou não haverá acordo algum, sinalizando que o fim da guerra pode estar mais distante do que se esperava.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou também nesta segunda que os EUA chegarão a um bom acordo com o Irã ou lidarão com o país “de outra forma”.
Os EUA darão à diplomacia todas as chances de sucesso antes de explorar as “alternativas”, disse Rubio. Há “algo bastante sólido em jogo no que diz respeito à capacidade deles de abrir o estreito, conseguir que o estreito seja aberto, entrar em uma negociação muito real, significativa e com prazo determinado sobre a questão nuclear, e esperamos conseguir isso”, declarou.
O regime persa também alertou nesta segunda que, embora tenham havido avanços nas negociações, ambos os lados ainda não estão perto de chegar a um acordo para o fim do conflito.
A guerra, desencadeada pelos ataques dos EUA e de Israel contra a República Islâmica em 28 de fevereiro, levou praticamente ao fechamento do estreito de Hormuz e a bombardeios do Irã contra outros países da região, bem como ao aumento dos preços da energia.




