O número de nascimentos na Espanha aumentou em 2025 pela primeira vez em mais de uma década, embora o saldo em relação ao número de óbitos tenha permanecido negativo, informou o INE (Instituto Nacional de Estatística) nesta quarta-feira (18).
“Em 2025, estima-se que houve um total de 321.164 nascimentos na Espanha, representando um aumento de 1% em relação ao ano anterior”, afirmou o instituto público em meio ao debate político sobre imigração e envelhecimento da população. O ligeiro aumento, que ainda precisa ser confirmado com dados finais, interromperia uma tendência da última década, segundo o órgão.
No ano passado, 446.982 pessoas morreram na Espanha, um aumento de 2,5% em comparação com 2014, resultando em um crescimento natural —a diferença entre nascimentos e óbitos— negativo. Trata-se de uma situação que persiste desde 2017.
Em 1º de janeiro de 2026, 49,5 milhões de pessoas viviam na Espanha, das quais 7,2 milhões eram estrangeiros. O número representa 14,6% da população total, afirmou o INE na semana passada.
O governo do primeiro-ministro socialista Pedro Sánchez defende uma política de imigração aberta, principalmente da América Latina, posição contrária à da maioria dos países europeus.
No final de janeiro, o governo espanhol apresentou um plano para regularizar a situação de meio milhão de imigrantes indocumentados, a grande maioria proveniente da América Latina. Anteriormente, em novembro de 2024, ele aprovou uma reforma que permitiria a regularização de 300 mil pessoas por ano durante os três anos seguintes.
A oposição de direita e ultradireita criticou essa política de imigração, mas Sánchez argumenta que está agindo pragmaticamente para mitigar o envelhecimento da população espanhola e manter o dinamismo da economia.
O PIB espanhol cresceu 2,8% em 2025, segundo o INE, quase o dobro da taxa da zona do euro. No início de janeiro, Sánchez afirmou que a migração representou “80% do crescimento econômico da Espanha” nos últimos seis anos.




