Todos os membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas, exceto os Estados Unidos, afirmaram nesta quarta-feira (27) que a fome em Gaza é fruto de “ação humana”. Na declaração, os países também alertaram que o uso da fome como arma de guerra é proibido pelo Direito humanitário Internacional.
Os 14 membros do conselho, que inclui França, Reino Unido e China, pediram um cessar-fogo imediato, incondicional e permanente, a libertação de todos os reféns mantidos pelo Hamas, um aumento substancial da ajuda humanitária em todo o território e que Israel suspenda imediatamente e sem condições todas as restrições à entrega de comida.
Washington, aliado história de Tel Aviv, não endossou o comunicado.
Na semana passada, a ONU declarou oficialmente um cenário de fome na Faixa de Gaza, a primeiro vez que a classificação é atribuída a um local no Oriente Médio, após meses de alertas de especialistas e da própria organização de que 500 mil pessoas estavam em uma situação humanitária catastrófica.
O relatório da Classificação Integrada de Segurança Alimentar (IPC), órgão das Nações Unidas com sede em Roma, afirma que a fase 5 de sua classificação de fome, a pior na escala, está em curso na Cidade de Gaza —onde nova ofensiva de Israel está em curso— e que as áreas de Deir al-Balah e Khan Yunis estão na fase 4, mas se encaminhando para a fase 5 até setembro.




