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Adolescente atropelada na véspera de Natal recebe alta após um ano e quatro meses internada

Na véspera de Natal de 2024, quando muitas famílias se preparavam para celebrar a data, a rotina da dona de casa Elisângela Leite da Silva, de 48 anos, foi interrompida por uma tragédia. Ao lado da filha, Joyce Roberta da Silva Paulino, hoje com 15 anos, ela seguia para retirar uma cesta básica no bairro Vergel do Lago, em Maceió, quando a adolescente foi atropelada.

O acidente mudou completamente a vida da família. Joyce sofreu grave traumatismo cranioencefálico (TCE), além de outras complicações clínicas, sendo socorrida em estado grave para o Hospital Geral do Estado (HGE), maior unidade pública de urgência e emergência da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). Desde então, iniciou-se uma longa batalha pela vida.

“Durante 1 ano e 4 meses, a adolescente permaneceu hospitalizada, parte desse período em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica, onde recebeu assistência contínua de uma equipe multidisciplinar formada por pediatras, cirurgiões, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, intensivistas, enfermeiros, assistentes sociais e diversos outros profissionais”, resumiu o médico pediatra do HGE, Roney Damacena.

Nesta quarta-feira (6), a espera chegou ao fim. Ela recebeu alta hospitalar e voltou para casa com suporte de home care, serviço essencial para dar continuidade ao tratamento e à reabilitação. “Eu esperei muito por esse dia. Passei noites chorando, pedindo a Deus que minha filha voltasse para mim. Hoje, estou saindo daqui com ela nos braços do meu coração. O melhor presente de Dia das Mães chegou antes”, disse Elisângela, emocionada.

Direitos garantidos e acolhimento social

Além do atendimento médico, a família de Joyce também precisou de amparo social. Em situação de vulnerabilidade financeira, social e habitacional, os parentes receberam acolhimento e acompanhamento do Serviço Social do HGE, que articulou a garantia de direitos fundamentais para a continuidade do cuidado.

Entre as medidas viabilizadas, estiveram encaminhamentos para benefícios assistenciais, acesso ao suporte domiciliar, orientações socioassistenciais e fortalecimento da rede de proteção à paciente e seus familiares.

A assistente social Vanessa Azevedo destacou que o cuidado vai além da alta médica. “Quando falamos em saúde, também falamos em dignidade. Nosso papel foi assegurar que Joyce retornasse para casa com estrutura mínima de cuidado, acompanhamento e proteção social para que a recuperação continue no ambiente familiar”, afirmou.

Ao longo da internação, a rede de apoio familiar foi fundamental. A tia de Joyce, Magnólia da Silva, 45 anos, acompanhou de perto o sofrimento e a esperança da família. Ela conta que foram meses difíceis, mas nunca deixou de acreditar que a sobrinha iria sair da UTI. “Somos muito gratos a cada profissional que segurou na mão dela e da nossa família. Hoje, saímos daqui renovadas e com o coração cheio de gratidão”, declarou.

Fonte: TNH1

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