O número de mortos após os terremotos do dia 24 de junho na Venezuela subiu para 4.561, segundo comunicado divulgado pelo regime do país nesta segunda-feira (13).O número de feridos nos terremotos de 24 de junho permaneceu inalterado em 16.740, enquanto 17.907 pessoas continuam desabrigadas.
Relatório deste fim de semana também diz que 19,5 mil pessoas tiveram de se mudar para acampamentos temporários. Segundo o regime, a distribuição de moradias aos afetados começará na nesta semana.
Na quinta-feira (9), a OMS (Organização Mundial da Saúde) disse que a falta de saneamento básico e do acesso à água potável nos mais de 80 abrigos, somada à superlotação e à pouca infraestrutura desses espaços, pode causar a disseminação de doenças como cólera, tuberculose, tétano e sarampo.
Além disso, a cobertura vacinal de populações desabrigadas tende a cair drasticamente, aumentando o risco de contágio, o que pode colocar em risco a vida de dezenas de milhares de sobreviventes.
O órgão da ONU disse estar trabalhando com o Ministério da Saúde da Venezuela para tentar conter o avanço de enfermidades respiratórias e intestinais, e avalia abrir novos hospitais de campanha nas regiões de Caracas e La Guaira, as mais atingidas pelo desastre natural.
No total, as Nações Unidas estimam que 1,3 milhão de venezuelanos precisam de ajuda humanitária após os terremotos, e US$ 300 milhões (R$ 1,5 bilhão) foram mobilizados para operações no país, segundo comunicado.
A resposta do regime ao desastre vem sendo alvo de críticas de parte da população, que considera lentas as ações de emergência. Delcy Rodríguez rejeitou as críticas e disse, sem provas, que “laboratórios midiáticos” tentam prejudicar o trabalho das equipes de emergência.
Delcy assumiu a liderança da Venezuela depois da captura do ditador Nicolás Maduro em janeiro durante uma operação dos Estados Unidos. Na terça, o governo de Donald Trump defendeu a resposta do regime à crise humanitária.
“O governo interino está cooperando totalmente com nossos pedidos para avançar a resposta humanitária massiva”, disse à imprensa o encarregado de negócios dos EUA em Caracas, John Barrett.




