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Rei Charles 3º não residirá no Palácio de Buckingham, apesar de reforma milionária – 26/06/2026 – Mundo

O rei Charles 3º não residirá no Palácio de Buckingham, apesar do custo de US$ 470 milhões (R$ 2,4 bilhões) para a reforma deste icônico marco da monarquia britânica.

Buckingham, no centro de Londres, é a residência oficial dos monarcas britânicos desde 1837, quando a rainha Victoria ocupava o trono.

A história do edifício, com seus 755 cômodos, está intrinsecamente ligada à família real. Foi lá que a rainha Elizabeth 2ª deu à luz seu filho Charles, em novembro de 1948.

Mas agora um capítulo se encerra.

Charles 3º e sua esposa Camilla anunciaram que não viverão lá e permanecerão na Clarence House, a cerca de um quilômetro do palácio. Os monarcas residem lá desde o casamento, em 2005.

Ainda assim, Charles “sente grande afeição” por Buckingham, disseram os porta-vozes dos monarcas em um comunicado na noite de quinta-feira (25).

O monarca deseja que o palácio “permaneça sendo o núcleo cerimonial da vida real” e ofereça maior acesso ao público, para que continue sendo “o centro operacional” da monarquia.

No entanto, a decisão de Charles e Camilla não foi bem recebida por alguns.

“Por que investir em uma reforma maciça com o dinheiro do contribuinte britânico se, no final, a família real não pretende usá-lo como residência oficial?”, questiona o analista da realeza Ed Owens.

O palácio passa por uma reforma com duração de 10 anos, para reduzir os riscos de incêndio e inundação. A conclusão está prevista para março de 2027.

IMPOSTOS

O rei Charles 3º pagou quase US$ 40 milhões (R$ 207,5 milhões) em impostos desde que subiu ao trono, em setembro de 2022, informou nesta quinta o Palácio de Buckingham.

Desde 1993, seguindo uma prática introduzida durante o reinado de Elizabeth 2ª, o monarca britânico paga impostos sobre sua renda privada, embora não seja obrigado por lei a fazê-lo.

Charles é o primeiro soberano a revelar o montante dos impostos, no contexto do “compromisso da Casa Real com a transparência”, destacou o Palácio.

As finanças da família real estão sob crescente escrutínio dos britânicos, principalmente após os repetidos escândalos que envolveram o ex-príncipe Andrew, irmão mais novo de Charles.

O rei pagou US$ 15,4 milhões (R$ 80 milhões) no exercício fiscal 2023-2024 e US$ 17 milhões (R$ 88 milhões) em 2024-2025. Entre os ativos sujeitos a impostos está o extenso ducado de Lancaster, domínio do rei, que constitui sua principal fonte de renda por meio do arrendamento de terras agrícolas e da gestão de imóveis comerciais e residenciais, entre outros.

O herdeiro do trono, William, beneficia-se de um sistema semelhante com o ducado da Cornualha. Ele divulgou hoje pela primeira vez o montante dos impostos, revelando que pagou mais de US$ 26 milhões (R$ 135 milhões) desde setembro de 2022, quando se tornou príncipe de Gales.

“Às vezes, as finanças reais podem parecer complexas”, comentou James Chalmers, gestor das finanças privadas do soberano, citado no comunicado do Palácio. O sistema é “estruturado por lei e aprimorado com o tempo para permitir que o monarca desempenhe suas funções com independência, responsabilidade e em benefício da nação a longo prazo”, acrescentou.

Fonte: Folha de São Paulo

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