Maceió, 17 de abril de 2026 – A primeira edição do Plastitroque em 2026 encerrou suas atividades em Marechal Deodoro com resultados expressivos e, principalmente, com histórias que evidenciam o impacto da iniciativa na vida das pessoas. Ao longo de três dias de ação, realizados na Escola Municipal José Rônalt de Sena, foram arrecadadas 3 toneladas de resíduos plásticos, envolvendo diretamente 503 participantes e beneficiando, ao todo, 1.382 pessoas. Além disso, cerca de 800 pessoas foram sensibilizadas sobre a importância da coleta seletiva, reciclagem e da economia circular.
Promovido pela Braskem, o projeto vai além dos números. Ao incentivar a troca de resíduos plásticos por alimentos, kits escolares e itens de higiene pessoal, o Plastitroque também desperta uma nova consciência sobre reciclagem dentro das famílias e fortalece o vínculo entre escola e comunidade. Foi o que aconteceu com a dona de casa Viviana de Moraes, que participou pela primeira vez ao lado dos filhos. “Ele amou muito participar da atividade. Foi ele quem insistiu pra gente vir. Tenho três filhos e todos participaram. A gente conseguiu 54 moedas. Acho que foi importante para ele entender como descartar corretamente os resíduos em casa. Ele ficou mais atento, queria ajudar ainda mais pra poder trazer de novo”, contou.
A iniciativa também impactou quem vive o dia a dia da escola. Funcionária da limpeza, Alice Juliana destacou o efeito multiplicador da ação. “Achei maravilhoso, deveria acontecer todo mês. Incentiva muito a educação ambiental. Minha filha também está fazendo a reciclagem, saindo para catar plástico na rua”, relatou.
Para a diretora da escola, Adriana Vidal da Silva, o resultado superou as expectativas e revelou um potencial ainda maior de transformação. “A gente já sabia que ia ser bom, mas se surpreendeu com as três toneladas arrecadadas. Muitas mães disseram que não imaginavam a quantidade de resíduos que descartavam durante a semana. Isso despertou um olhar diferente sobre o meio ambiente. E o mais importante: aproximou as famílias da escola, o que é um desafio constante. Foi muito significativo para todos nós”, afirmou.
O impacto também chegou às crianças da educação infantil e suas famílias. Diretor de creche da região, Sebastião Ferreira de Souza destacou o engajamento dos pais e o potencial educativo da ação desde os primeiros anos. “Foi um projeto excelente. Vi pais na fila fazendo a troca e dizendo que queriam que acontecesse mais vezes. A gente sabe da dificuldade com o descarte correto do plástico. Iniciativas como essa dão a destinação adequada e ainda envolvem as famílias. Mesmo com crianças de dois a cinco anos, houve grande participação, e já é possível iniciar a educação ambiental, trabalhando conceitos como coleta seletiva desde cedo”, explicou.
A ação reforça o papel da educação como ferramenta de transformação social. Segundo Régia Melo, Analista de Relações Institucionais, o projeto cumpre um papel essencial ao unir conscientização e benefício direto para a população. “É muito gratificante ver o envolvimento das famílias e o impacto que a educação ambiental pode gerar no dia a dia das pessoas. O Plastitroque mostra que pequenas atitudes podem fazer uma grande diferença para o meio ambiente, ao mesmo tempo em que traz benefícios concretos para a comunidade”, destacou.
Com funcionamento simples, baseado na troca de resíduos por “plasticoin”, uma moeda social utilizada para adquirir produtos, o Plastitroque segue consolidando sua atuação em Alagoas como uma iniciativa que conecta educação ambiental, economia circular e cidadania. Em Marechal Deodoro, mais do que números, o projeto deixa como legado uma mudança de comportamento que começa na escola e se espalha pelas casas e ruas da comunidade.




