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Estudante passa mais de 30 anos achando que pai era grego, mas teste de DNA muda tudo

Ao ver a imagem, José Cláudio Pacheco, do Rio de Janeiro, se lembrou do passado e, na verdade, já tinha quase certeza que Rebecca era a sua filha; aceitou prontamente fazer o teste do DNA. “Eu o vi pela primeira vez, pessoalmente, no dia do exame. Foi uma sensação muito louca! No caminho, minha perna tremia muito, estava muito nervosa, mas quando cheguei lá, ele se apresentou e conduziu da melhor maneira”, ela lembrou.

No dia, Rebecca estava acompanhada do marido e da amiga Núbia, enquanto seu pai estava com a esposa, a filha e a neta. “No almoço, ele já estava fazendo planos para o final do ano, me incluindo, e aquilo me assustou muito porque nem tínhamos o resultado do exame. A família já tinha achado semelhanças que eu ainda não conseguia enxergar, talvez por medo de uma decepção. Afinal, ele e a família me acolheram tão bem, que se desse negativo, a decepção e tristeza seriam maiores”.

Antes mesmo do resultado sair, Rebecca visitou o avô paterno na UTI do hospital. “Foi a única vez que o vi. Ele faleceu pouco tempo depois. Meu pai teve a sensibilidade de fazer com que a gente se conhecesse mesmo sem o resultado, pois sabia que ele já estava debilitado.”

O resultado tão esperado

O dia em que saiu o resultado, Rebecca estava sozinha em casa. “Veio a famosa frase de confirmação da paternidade em 99,99999999%. Na hora, senti minha alma sair do corpo e parecia conseguir me assistir de fora, como se eu estivesse num filme”, a estudante compartilhou.

Logo depois, ela recebeu uma ligação do pai contando sua história. “Ele disse sempre ter sido muito intuitivo e lembrava do dia em que ele ficou com minha mãe, e assim que acabou a noite, uma voz na cabeça dele disse: você engravidou essa mulher”, contou Rebecca. Ele chegou a encontrar a mãe da jovem grávida, mas soube que ela estava em um outro relacionamento.

Depois, quando Rebecca tinha quatro anos, ele voltou a vê-la de longe, mas não chegou a se aproximar. “Ele chorou bastante na ligação, dizendo que já sabia que eu era filha dele”, ela mencionou. Após a descoberta, pai e filha passaram a se falar com frequência e, mesmo morando em cidades diferentes, sempre se esforçam para passar as datas especiais juntos, como Ano Novo, aniversário e Dia dos Pais.

“Como ele me disse: a gente não recupera 30 anos em um mês, mas estamos fazendo o possível para construir uma relação de pai e filha, toda a família me acolheu e me recebeu bem, parece que já nos conhecíamos porque eles me tratam com muita intimidade”, Rebecca destacou. “Hoje ele me liga praticamente um dia sim e um dia não, nos vemos a cada dois meses mais ou menos”. A estudante também ganhou dois irmãos.

Neste ano, a família passou o primeiro Dia dos Pais juntos e a jovem se lembra desse momento com um carinho muito especial. “No domingo, vivi o meu tão sonhado e esperado Dia dos Pais, que antes era um dia triste e silencioso, cheio de declarações nas redes sociais que sempre me magoavam. Começamos a manhã nos exercitando, meu irmão me ensinou a jogar tênis, e meu pai ficou na arquibancada torcendo por mim, e depois ainda fomos brincar de acertar a cesta de basquete. Enquanto ele ria das minhas piadas, me senti completa e feliz, pensando que momentos assim vão se tornar cada vez mais comuns e como a felicidade, no fim das contas, está mesmo nas coisas simples”, refletiu.

Na volta para a casa, ela não pôde deixar de notar a importância desse momento. “Caminhei atrás dele e fiquei o olhando com a sacolinha do presente que dei. Naquele momento, agradeci a Deus por encontrar meu pai vivo e com saúde para criarmos mais memórias juntos”.

Para quem também está em busca dos pais, Rebecca aconselha a não desistir, mesmo com as dificuldades. “Na minha procura, ouvi muita coisa que não precisaria. Nessas horas, precisamos ignorar tudo que não nos acrescenta e focar no objetivo final. Antes era um sonho quase impossível, com o avanço da tecnologia, hoje é muito possível. Você só precisa focar no seu sonho e ir passando por cada obstáculo. Fui abençoada por uma família que me aceitou e me recebeu bem, mas eu estava ciente de que poderia encontrar “qualquer coisa”, concluiu.

Fonte: TNH1

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