Passageiros em Londres recorreram a bicicletas, ônibus e barcos nesta terça-feira (9), enquanto uma greve de funcionários paralisou o metrô da capital britânica pelo segundo dia consecutivo.
Com a expectativa de quase nenhum trem subterrâneo em circulação até sexta-feira, a demanda por serviços de bicicletas compartilhadas e transporte fluvial disparou, levando londrinos a buscar alternativas para chegar ao trabalho —o que resultou em viagens mais longas e superlotação em outras partes da rede de transporte.
O Centro de Pesquisa Econômica e de Negócios, com sede em Londres, estima que a greve terá um impacto direto de £ 230 milhões (aproximadamente R$ 1,7 bilhão) na economia da cidade, além de milhões em perdas indiretas.
A Lime, que opera bicicletas elétricas em toda a cidade, afirmou ter registrado um aumento de 58% nas viagens durante o pico da manhã de segunda-feira, em comparação com o mesmo período da semana anterior.
“As viagens foram mais longas em distância e duração, indicando que muitos usuários dependeram da Lime para todo o trajeto de ida e volta ao trabalho, e não apenas para o primeiro ou último trecho”, disse um porta-voz da empresa.
A Forest, outra empresa de bicicletas compartilhadas, que possui 15 mil e-bikes em Londres, relatou um aumento de 300% nos deslocamentos durante o pico da manhã desta terça-feira.
Na segunda-feira, a Forest já havia registrado um aumento de 100% nas viagens no mesmo período. Mas as segundas-feiras têm sido, em geral, dias de menor movimento desde a pandemia, já que muitos trabalhadores continuam a atuar de forma remota no início da semana.
A Uber Boat by Thames Clippers, um serviço de transporte fluvial no rio Tâmisa, afirmou que suas embarcações estavam “mais cheias do que o normal” e que foram adicionadas viagens extras, incluindo um shuttle entre Canary Wharf e London Bridge.
A greve, convocada pelo sindicato RMT, gira em torno de questões como salários, jornada de trabalho e padrões de turnos. A Transport for London ofereceu um aumento de 3,4%, mas o sindicato reivindica a redução da carga horária.
O governo do primeiro-ministro Keir Starmer, que prometeu enfrentar a onda de greves na economia antes de ser eleito em julho passado, pediu uma resolução.




