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Rússia: Incidente na costa de Cuba é provocação dos EUA – 26/02/2026 – Mundo

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia responsabilizou os Estados Unidos pelo incidente envolvendo uma lancha registrada na Flórida que terminou com quatro mortos na costa de Cuba, afirmou a agência de notícias estatal Tass nesta quinta-feira (26).

“Esta é uma provocação agressiva dos EUA com o objetivo de agravar a situação e detonar um conflito”, disse Maria Zakharova, de acordo com o veículo russo.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, também se pronunciou sobre o incidente ao falar a jornalistas sobre a crise econômica na ilha nesta quinta.

“O principal é o componente humanitário. Todas as questões humanitárias relativas aos cidadãos cubanos devem ser resolvidas, e ninguém deve criar obstáculos”, disse ele. “Quanto à segurança em torno da ilha, é claro que é muito importante que todos se mantenham contidos e se abstenham de quaisquer ações provocativas”.

Na quarta (25), a Guarda Costeira cubana matou quatro pessoas e feriu outras seis depois que uma lancha proveniente dos EUA invadiu águas territoriais da ilha e abriu fogo contra os militares, segundo o Ministério do Interior do regime.

De acordo com a pasta, os agentes foram recebidos com tiros quando abordaram a embarcação. O capitão do barco cubano foi atingido e retirado do local para tratamento, assim como os seis ocupantes da lancha americana que ficaram feridos no tiroteio.

Horas depois, o regime afirmou que a tripulação do barco “pretendia realizar uma infiltração com fins terroristas” e que havia apreendido “fuzis de assalto, pistolas, artefatos explosivos caseiros (coquetéis Molotov), coletes à prova de balas, miras telescópicas e uniformes de camuflagem”. Segundo Cuba, os feridos eram cubanos que moravam nos EUA.

“Face os desafios que enfrenta, Cuba reafirma seu comprometimento em proteger seu território, baseado no princípio de defesa nacional como pilar fundamental da soberania do Estado cubano”, disse o Ministério do Interior em nota.

O incidente pode deteriorar ainda mais a relação entre os dois países, que já vinha piorando após Washington capturar o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro. Desde então, Caracas interrompeu a entrega de petróleo à ilha, levando o país a uma grave escassez de combustíveis.

O procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, afirmou ter ordenado a abertura de uma investigação em conjunto com outros órgãos, e o congressista cubano-americano Carlos A. Giménez exigiu “uma investigação imediata sobre esse massacre”.

Já o chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, disse que Washington responderá proporcionalmente ao ocorrido assim que tiver todas as informações sobre os mortos, incluindo sua nacionalidade. “Vale lembrar que é muito incomum ver tiroteios assim em alto-mar”, afirmou o secretário de Estado.

Apesar da declaração de Rubio, vários casos do tipo ocorreram nos últimos anos —em 2022, por exemplo, outra lancha também proveniente dos EUA abriu fogo contra a guarda costeira cubana, ferindo um agente, de acordo com o regime.

É comum que cubanos fujam aos EUA, que fica a menos de 200 km da ilha, pelo mar. O fluxo criou uma rede de contrabandistas que levam os moradores da ilha à Flórida. O regime frequentemente denuncia “violações territoriais e tráfico de pessoas” relacionadas a essas lanchas.

Fonte: Folha de São Paulo

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