O chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, afirmou em entrevista a jornalistas na tarde desta segunda-feira (2), que o ataque dos EUA ao Irã foi uma forma dos americanos se defenderem.
“A ameaça iminente era que sabíamos que, se o Irã fosse atacado, e acreditávamos que seria, eles viriam imediatamente atrás de nós”, disse ele, momentos antes de entrar em reunião com congressistas para detalhar os ataques no Oriente Médio. Ou seja, segundo o secretário, se Israel atacasse o Irã, quem poderia ser retaliado seria os Estados Unidos.
“Agimos de forma proativa, de maneira defensiva, para evitar que eles causassem danos maiores”, afirmou.
A justificativa ecoa a lógica da Doutrina Bush, adotada após os atentados de 11 de setembro de 2001, que defendia a guerra preventiva contra ameaças à segurança dos EUA.
Agora, Rubio diz que também era necessário um ataque rápido, pois uma demora poderia fortalecer o Irã. Questionado sobre a possibilidade de mudança de regime no Irã,o secretário de Estado dos EUA citou o presidente Donald Trump e disse que o governo americano “adoraria ver esta mudança”, mas o objetivo da nossa missão era destruir suas “capacidades de mísseis balísticos e garantir que não possam reconstruí-las”.
“O ponto é: quem quer que esteja governando o país daqui um ano não vai ter capacidade de construir drones ou misséis que possam nos atingir”, disse.
Assim como Trump afirmou mais cedo a CNN, Rubio repetiu a ameaça e disse que “os maiores ataques ainda estão por vir”. Os EUA, segundo ele, vão continuar bombardeando o país persa até atingir os objetivos, incluindo destruir a capacidade de misséis balísticos.




