O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu com o presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, na noite de terça-feira (27), no Panamá, em uma agenda paralela ao Fórum Econômico Internacional da América Latina.
Nesta quarta (28), o brasileiro teve também reunião bilateral com o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, e deverá se encontrar com seu homóloho do Panamá, José Raúl Mulino. Os líderes visitarão a eclusa de Cocolí, uma das menores do Canal do Panamá, e participarão um almoço oferecido pelo governo panamenho.
A previsão é de que Lula embarque de volta a Brasília às 16h25.
Segundo comunicado do Planalto, o encontro entre Kast e Lula durou uma hora e meia. “Ambos reiteraram a importância de manter e aprofundar as relações bilaterais entre Brasil e Chile, destacando a disposição de ampliar a cooperação em áreas como infraestrutura, energia renovável, comércio e turismo”, afirmou o governo brasileiro, em nota.
Uma foto dos dois líderes, sorrindo e apertando as mãos, foi divulgada após a reunião.
Kast, líder do Partido Republicano, de ultradireita, assumirá o poder em 11 de março. Ele venceu com folga as eleições no segundo turno em dezembro de 2025 contra a candidata de esquerda Jeannette Jara, com a promessa de adotar a linha dura contra a criminalidade e a imigração irregular.
Kast tem um histórico de declarações críticas a Lula e favoráveis ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em 2018, ao comentar a decisão de Bolsonaro de nomear o então juiz Sergio Moro para o cargo de ministro da Justiça, Kast afirmou em um post no X que “Lula é corrupto, não uma vítima” —o petista tinha sido preso por decisão de Moro.
A publicação era em resposta a uma publicação da então senadora Gleisi Hoffmann (PT), que chamou a nomeação à época de “farsa do século”.
Além de Lula, participaram do encontro os ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), Gustavo Feliciano (Turismo) e Simone Tebet (Planejamento e Orçamento).
Já na reunião com Rodrigo Paz, Lula abordou temas relacionados à infraestrutura física e às oportunidades de investimentos entre os dois países, segundo o Planalto. Um deles foi a viabilização de alternativas para garantir o acesso da Bolívia a portos e ao escoamento de sua produção.
Os dois também trataram da retomada dos diálogos na área energética e iniciativas conjuntas para combater o crime organizado na Amazônia. Lula aproveitou o momento para convidar o presidente da Bolívia para visita o Brasil ainda neste primeiro semestre, com a participação de empresários dos dois países.




