O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, aceitou o convite para se juntar ao Conselho da Paz do presidente Donald Trump, informou nesta quarta-feira (21) o gabinete do líder israelense.
O conselho foi concebido inicialmente para supervisionar a reconstrução de Gaza no pós-guerra, mas seu estatuto, conforme a AFP, não parece limitar sua função ao território palestino.
Para se juntar de forma permanente ao grupo, que afirma que promoverá a “estabilidade mundial”, seus membros deverão pagar até 1 bilhão de dólares. Será presidido pelo próprio Trump, que também “exercerá separadamente” como representante dos Estados Unidos.
“O primeiro-ministro Netanyahu anunciou que aceitou o convite do presidente americano Donald Trump e se juntará como membro do Conselho de Paz, que será composto por líderes mundiais”, indicou seu gabinete em um comunicado.
Dezenas de países e líderes afirmaram ter recebido um convite, entre eles aliados próximos dos Estados Unidos, mas também adversários. No entanto, a França, parceira de longa data de Washington, disse que não se juntará.
Ao anunciar a criação do conselho na semana passada, Trump também revelou seus planos de estabelecer um “Conselho Executivo para Gaza” que operaria sob o organismo. O conselho executivo incluiria o ministro das Relações Exteriores turco, Hakan Fidan, e o diplomata catari Ali Al Thawadi. Netanyahu se opôs firmemente a essa inclusão.
As relações entre Turquia e Israel se deterioraram desde que eclodiu a guerra em Gaza em outubro de 2023, após um ataque sem precedentes do grupo terrorista Hamas contra Israel.
Também foi formado um comitê independente de 15 tecnocratas palestinos para supervisionar a administração diária de Gaza como parte da segunda fase de um plano de trégua anunciado por Trump em outubro.
O comitê, liderado por Ali Shaath, nascido em Gaza e ex-vice-ministro da Autoridade Palestina, começou seu trabalho inicial no Cairo esta semana.




