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Em Israel, Rubio diz que Hamas precisa deixar de existir – 15/09/2025 – Mundo

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou nesta segunda-feira (15) que não descarta realizar novos ataques contra líderes do Hamas “onde quer que estejam”.

Na semana passada, Tel Aviv lançou uma ofensiva inédita contra líderes do grupo terrorista no Qatar, mas não matou membros do alto escalão do Hamas. O premiê falou a jornalistas ao lado do secretário de Estado americano, Marco Rubio, em Jerusalém.

Netanyahu disse que o presidente Donald Trump é o “maior amigo” que Israel já teve na Casa Branca. “Sua presença aqui hoje é uma mensagem clara de que os Estados Unidos apoiam Israel”, declarou

Já Rubio voltou a afirmar que o Hamas “precisa deixar de existir como um elemento armado capaz de ameaçar a paz e a segurança” na região e que os reféns israelenses mantidos em Gaza devem voltar imediatamente.

Após o ataque ao Qatar, o governo Trump se limitou a dizer que havia sido informado sobre o ataque e fez demonstrações de apoio a Doha, importante aliado americano no Oriente Médio e onde fica a maior base aérea dos EUA na região.

Rubio disse nesta quinta que os EUA “incentivarão o Qatar a continuar desempenhando um papel construtivo em Gaza”.

O secretário também comentou a questão do Irã e disse que o seu país manterá a “máxima pressão” para impedir que o país persa fabrique uma arma nuclear. Ele disse que Teerã representa uma ameaça “não apenas para Israel, não apenas para os Estados Unidos, mas para o mundo”.

Em junho, Netanyahu lançou uma ofensiva contra o Irã, que teve envolvimento direto dos EUA. Na ocasião, Trump bombardeou as três principais usinas do programa nuclear iraniano e costurou um acordo de cessar-fogo após 12 dias de conflito.

A visita de Rubio coincide com uma cúpula de emergência de líderes árabes e muçulmanos organizada pelo Qatar, convocada em resposta ao ataque de Israel. A cúpula deve apresentar uma resolução final nesta segunda.

Um rascunho do documento obtido pela agência de notícias Reuters destaca que “o ataque brutal de Israel ao Qatar e a continuação dos atos hostis de Israel, incluindo genocídio, limpeza étnica, fome, cerco e atividades de colonização e políticas de expansão ameaçam as perspectivas de paz e coexistência na região”.

O primeiro-ministro qatari, Mohammed bin Abdulrahman al-Thani, instou a comunidade internacional neste domingo (14) a “parar de usar dois pesos e duas medidas” e sancionar Tel Aviv.

Fonte: Folha de São Paulo

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