O Parlamento da Ucrânia aprovou formalmente a renúncia da primeira-ministra, Iulia Sviridenko, durante uma votação nesta terça-feira (14). A medida faz parte de uma reforma ministerial ordenada pelo presidente, Volodimir Zelenski.
O líder ucraniano ainda não nomeou um substituto e disse apenas que Kiev está “mudando sua estratégia política” em meio a “novos desafios e novas tarefas”.
Ela havia sido nomeada há apenas um ano e era vista como alguém com boas relações com autoridades americanas. A premiê foi responsável por negociar um acordo de investimento em minerais com Washington, logo após o embate de Zelenski com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Salão Oval.
A reforma ministerial ocorre em um momento crucial na guerra de mais de quatro anos com a Rússia, com Moscou intensificando seus ataques com mísseis balísticos contra a Ucrânia, e Kiev desenvolvendo projetos domésticos de sistemas de defesa aérea.
Ao anunciar a reforma no fim de semana, Zelenski disse que planejava designar pessoas diferentes para gerenciar áreas da política externa, e que havia oferecido a Sviridenko um novo cargo responsável por “relações com um parceiro-chave”, sem dar mais detalhes.
O cargo de primeiro-ministro normalmente não inclui participação na estratégia militar ou nas operações de linha de frente, onde o presidente e seus aliados militares tomam as decisões.
Sviridenko disse que entregou “resultados concretos” no cargo e publicou uma foto de si mesma fazendo um símbolo de coração com as mãos durante um discurso ao Parlamento.
A mídia ucraniana apontou Sergiy Koretsky, CEO da estatal de energia ucraniana Naftogaz, como o favorito para substituí-la.
Zelenski se reuniu com Koretsky no fim de semana —depois de ter anunciado planos para remover Sviridenko— e elogiou sua “liderança eficaz” em um “setor extremamente complexo”.
Energia é uma prioridade fundamental na Ucrânia, com a rede elétrica severamente danificada por ataques russos e apagões generalizados durante todo o inverno.




