Preso nos Estados Unidos desde janeiro, Nicolás Maduro, ex-ditador da Venezuela, transmitiu mensagem nesta quinta-feira (25) às pessoas impactadas pelos dois terremotos em seu país que causaram destruição e provocaram mortes. Em mensagem publicada nas redes sociais, o ex-líder pede “união nacional” e afirma que o país sul-americano tem “enfrentado grandes provações”.
“Nesta hora difícil, clamamos por união nacional, serenidade e amor concreto: para ajudar, proteger, compartilhar, apoiar e reconstruir. A Venezuela tem enfrentado grandes provações, e sairemos desta mais fortes, com fé, disciplina e solidariedade. Nossos corações e nossas orações estão com vocês. Que Deus abençõe e proteja a Venezuela”, diz trecho da mensagem publicada nas redes de Maduro.
O texto foi publicado em nome de Maduro e de Cilia Flores, a esposa do ex-ditador também presa nos EUA. Acima da mensagem, há as palavras Nova York, onde eles estão detidos, e a data de quarta (24), quando ocorreram os terremotos. Abaixo está escrito “Presidente Constitucional da República Bolivariana da Venezuela”, título que o ex-líder continua reivindicando para si.
A publicação menciona a palavra união duas vezes e manifesta solidariedade “por aqueles que sofrem e por todo o povo” venezuelano. “Hoje, só há uma palavra: máxima união, máxima solidariedade e máxima ação. Que ninguém fique sozinho, que cada comunidade cuide de suas crianças, de seus avós, de seus doentes, e que todos apoiemos o trabalho das equipes de resgate, da Polícia Nacional, das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas, da Defesa Civil, dos médicos, bombeiros, trabalhadores e voluntários.”
Maduro e Cilia foram capturados por forças americanas, em Caracas, no dia 3 de janeiro. Desde então, estão no Centro Metropolitano de Detenção (MDC na sigla em inglês), prisão localizada no Brooklyn, em Nova York, por passaram réus como os músicos Sean “Diddy” Combs e R. Kelly, e Ghislaine Maxwell, parceira do abusador sexual Jeffrey Epstein.
Maduro governou a Venezuela de março de 2013 até sua queda, quando Delcy Rodríguez, sua vice, assumiu a Presidência de forma interina e começou a mudar as relações com os EUA. O ex-ditador e sua esposa são acusados de diferentes crimes, incluindo narcoterrorismo e posse ilegal de armas. Eles se declaram inocentes.
Mesmo detido, Maduro continua transmitindo mensagem em suas redes sociais com frequência.




