O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, afirmou nesta terça-feira (16) que os líderes do G7 discutiram, durante uma cúpula na França, novas sanções contra a Rússia para levar Moscou à mesa de negociações para encerrar a invasão na Ucrânia.
Zelenski e os líderes europeus procuraram convencer o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que a posição da Ucrânia melhorou e que o país precisa de mais apoio para fortalecer sua capacidade de negociação em futuras conversas de paz.
Trump deve se reunir pessoalmente com Zelenski ainda na terça-feira. Mais cedo, o ucraniano divulgou uma foto conversando com Trump e com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, nos bastidores da cúpula.
Questionado se voltaria a impor sanções à Rússia que haviam sido flexibilizadas para ajudar a reduzir os preços do petróleo, Trump respondeu que as restrições podem ser restabelecidas à medida que mais petróleo volte a circular pelo estreito de Hormuz.
“Em breve poderemos fazer isso porque o petróleo já está fluindo novamente”, disse Trump aos jornalistas. “Estaremos em condições de fazer isso em breve.”
Contudo, ele não respondeu diretamente sobre medidas punitivas mais amplas.
O líder ucraniano, que tem intensificado os ataques contra a infraestrutura energética da Rússia, disse que Moscou enfrentará um inverno muito difícil caso um acordo de paz não seja alcançado antes disso.
Zelenski também afirmou que Trump respondeu de forma muito positiva ao seu pedido para aumentar o fornecimento de mísseis de defesa aérea à Ucrânia. Ele acrescentou que é necessária mais pressão política para levar o presidente russo, Vladimir Putin, a aceitar um acordo de paz.
“Acho que o presidente Donald Trump pode fazer isso, talvez apenas ele”, declarou sobre o líder americano, que estava entre os participantes da cúpula na França. Mais cedo, o republicano afirmou que fará tudo o que puder para encerrar o conflito.
Diplomatas europeus afirmaram que o tom da reunião com Zelenski e Trump foi construtivo.
A chancelaria da UE espera convencer o presidente de que posições anteriores dos EUA sobre possíveis termos de um acordo eram excessivamente favoráveis a Moscou, especialmente agora que as incursões de drones ucranianos em território russo melhoraram a posição de Kiev.
“A maré está virando a favor da Ucrânia. A situação em 2026 é muito diferente da de 2025. A Ucrânia está defendendo bravamente a linha de frente”, publicou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no X.




