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Noruega: Filho da princesa é condenado a 4 anos de prisão – 15/06/2026 – Mundo

Um tribunal de Oslo condenou, nesta segunda-feira (15), o filho da princesa herdeira norueguesa Mette-Marit a quatro anos de prisão por duas acusações de estupro e outras 32 infrações, em um escândalo de grande repercussão que abalou a monarquia.

Marius Borg Hoiby, 29, filho de Mette-Marit de um relacionamento anterior ao seu casamento com o príncipe herdeiro Haakon em 2001, foi acusado de 40 crimes, que vão de estupro a infrações de trânsito, com pena máxima possível de 16 anos de prisão.

Um dos estupros pelos quais ele foi condenado ocorreu na residência oficial do casal da realeza em 2018.

Hoiby, que não faz parte formalmente da casa real e não tem emprego fixo, foi absolvido de outras duas acusações de estupro e condenado por violência doméstica repetida contra uma ex-namorada, infrações de trânsito, ameaças, um delito relacionado a drogas e outros.

A promotoria havia pedido uma pena de prisão de sete anos e sete meses.

Hoiby, detido desde fevereiro, negou as acusações mais graves, incluindo as de estupro, que, segundo a promotoria, ocorreram enquanto as mulheres dormiam ou estavam inconscientes.

Seus advogados pediram que ele cumprisse 18 meses de prisão pelas acusações das quais se declarou culpado.

Hoiby não estava presente no tribunal na segunda-feira, mas acompanhou a leitura do veredicto por videoconferência.

A única vítima de estupro presente no tribunal desabou em lágrimas quando o juiz leu o veredicto de culpado em seu caso.

Após conversarem com Hoiby, que se encontra detido, seus advogados afirmaram que irão recorrer das duas condenações por estupro e da condenação por violência doméstica.

“Acho que este veredicto é uma vitória para o nosso sistema de justiça, que mostra que ninguém está acima da lei, independentemente de quem você seja e de quem sejam seus parentes”, disse o promotor Sturla Henriksbo à AFP.

VIDA DE EXCESSOS

O julgamento, realizado de 3 de fevereiro a 19 de março, expôs a vida de excessos levada por Hoiby, que foi jogado no centro das atenções aos três anos de idade, quando o romance de sua mãe com o príncipe herdeiro começou.

“Sou conhecido principalmente como o filho da minha mãe, e nada mais. Por isso, tive uma necessidade extrema de reconhecimento durante toda a minha vida”, testemunhou ele durante o julgamento.

“E isso se manifestou em muito sexo, muitas drogas e muito álcool”, disse ele.

Os estupros dos quais foi acusado ocorreram entre 2018 e 2024, após noites de festa em que Hoiby consumia álcool e drogas.

Os promotores argumentaram que os casos envolviam relações sexuais consensuais, seguidas posteriormente por atos sexuais quando as mulheres pareciam estar dormindo ou desmaiadas e, portanto, incapazes de dar consentimento.

Grande parte dos argumentos jurídicos centrou-se no nível de consciência das mulheres e no que Hoiby teria sido capaz de perceber naquele momento.

Hoiby criticou a pressão exercida sobre ele pela mídia, que, segundo ele, o retratou como “um monstro” e fez dele “alvo do ódio de toda a Noruega“.

‘REGIME DE TERROR’

O escândalo veio à tona em 4 de agosto de 2024, quando a polícia prendeu Hoiby sob suspeita de ter agredido sua então namorada no apartamento dela em Oslo na noite anterior.

A mídia publicou fotos de uma faca cravada na parede e de um lustre quebrado no chão.

Uma de suas ex-parceiras, a influenciadora Nora Haukland, então se manifestou e afirmou que ele também a havia submetido a abusos físicos e psicológicos —descritos pelos promotores como um “reinado de terror”.

Durante o julgamento, Hoiby reconheceu que o ciúme às vezes o fazia perder o controle.

As próprias mulheres não apresentaram queixa de estupro contra Hoiby.

Em vez disso, a polícia que investigava o incidente de agosto de 2024 descobriu vídeos em seus telefones e computadores que, segundo eles, constituíam estupros, e entrou em contato com as mulheres, que não tinham conhecimento dos eventos retratados.

O escândalo causou constrangimento à monarquia norueguesa e contribuiu para uma queda no apoio, embora ela continue amplamente popular.

Isso se segue a revelações anteriores sobre a amizade de Mette-Marit com o falecido criminoso sexual condenado dos EUA, Jeffrey Epstein.

Mette-Marit, de 52 anos, sofre de uma doença pulmonar incurável que causa dificuldades respiratórias, e seu estado de saúde piorou recentemente. Os médicos a colocaram em uma lista de espera para um transplante de pulmão.

Fonte: Folha de São Paulo

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