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Reino Unido posicionará destróier no estreito de Hormuz – 09/05/2026 – Mundo

O Reino Unido informou neste sábado (9) que vai deslocar para o Oriente Médio um destróier, o HMS Dragon, como parte de preparativos para uma missão de proteção do transporte marítimo no estreito de Hormuz.

A mobilização ocorre após a decisão da França de deslocar seu grupo de ataque de porta-aviões para o sul do Mar Vermelho. A medida faz parte de uma coordenação entre os dois países em um plano defensivo destinado a restaurar a confiança na rota comercial.

A segurança do estreito de Hormuz é um dos pontos-chave do conflito iniciado em 28 de fevereiro com os bombardeios de EUA e Israel ao Irã, em parte interrompidos na trégua que entrou em vigor em 8 de abril.

A quase obstrução dessa via, pela qual transitavam antes do conflito 20% do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos em nível mundial, transformou-se em uma dor de cabeça global, causando problemas de abastecimento de combustível, dificuldades para companhias aéreas e inflação.

O Irã pretende cobrar taxas pelo trânsito através do estreito de Hormuz, algo ao qual os EUA se opõem de maneira firme em nome da liberdade de navegação.

A república islâmica bombardeou embarcações na região em represália pela ofensiva israelense-americana. Washington, por sua vez, ataca alvos do Irã e também aplica, desde 13 de abril, um bloqueio naval aos portos iranianos para impedir que exportem petróleo a partir deles.

França e Reino Unido vêm trabalhando em uma proposta para criar as condições para uma passagem segura pelo estreito assim que a situação se estabilizar. O plano exigiria coordenação com o Irã, e cerca de uma dúzia de países já demonstraram interesse em aderir à iniciativa.

A capacidade do Reino Unido de integrar uma eventual missão de proteção será limitada pelas restrições enfrentadas pela Marinha Real, atualmente sobrecarregada e muito menor do que em décadas anteriores.

Atualmente, a Marinha britânica conta com 38 mil militares e opera dois porta-aviões e uma frota de 13 destróieres e fragatas. Em 1991, a força naval tinha cerca de 62 mil integrantes, três porta-aviões e aproximadamente 50 navios desse tipo.

Já o efetivo do Exército britânico é atualmente de 74 mil militares em tempo integral, uma redução em relação aos 148 mil registrados em 1991.

A frota menor é resultado de décadas de cortes no financiamento para defesa que ocorre desde o início dos anos 1990, quando cerca de 3,8% do PIB (Produto Interno Bruto) britânico era gasto nas Forças Armadas, em comparação com os 2,3% gastos em 2024.

Até dezembro de 2025, o Reino Unido mantinha de forma contínua um navio de guerra no Oriente Médio. A presença foi interrompida quando o HMS Lancaster deixou de operar no Bahrein, poucas semanas antes do início da guerra com o Irã.

As fragatas mais antigas da Marinha britânica tiveram de ser retiradas de serviço antes da entrada em operação de seus navios substitutos.

Fonte: Folha de São Paulo

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