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Juiz divulga suposta nota de suicídio escrita por Epstein – 06/05/2026 – Mundo

Um juiz federal divulgou nesta quarta-feira (6) um suposto bilhete de suicídio escrito por Jeffrey Epstein que permaneceu sob sigilo por anos como parte do processo criminal envolvendo seu companheiro de cela.

Na nota manuscrita, Epstein diz que foi investigado por meses e que nada foi comprovado. “NÃO ENCONTRARAM NADA”, escreve. O financista afirma ainda que os fatos que geraram as acusações eram de muitos anos atrás e que o intuito seria fazê-lo “cair no choro”.

O companheiro de cela de Epstein, Nicholas Tartaglione, afirmou ter encontrado a carta em julho de 2019, depois que o financista condenado por crimes sexuais foi encontrado inconsciente com uma tira de tecido enrolada no pescoço. Epstein sobreviveu àquele episódio, mas foi achado morto semanas depois, aos 66 anos, no já desativado Centro Correcional Metropolitano, no sul de Manhattan, em Nova York.

O bilhete foi tornado público nesta quarta pelo juiz Kenneth M. Karas, da Corte Distrital Federal de White Plains, em Nova York, que supervisionou o caso do companheiro de cela de Epstein. O magistrado tomou a decisão após o jornal The New York Times pedir à Justiça, na semana passada, a retirada do sigilo do documento, e publicar uma reportagem na qual Tartaglione descrevia o bilhete e como ele chegou às suas mãos.

O Times não confirmou a autenticidade do bilhete, que foi anexado ao processo judicial na noite de quarta.

O documento permaneceu fora do alcance do público mesmo depois de o Departamento de Justiça divulgar milhões de páginas relacionadas a Epstein em uma iniciativa de transparência sem precedentes. A reportagem vasculhou esses arquivos e não encontrou nenhuma cópia da carta. (Uma porta-voz do Departamento de Justiça afirmou que a agência nunca havia visto o documento.)

A busca, porém, revelou um registro cronológico enigmático de duas páginas que descrevia como o bilhete acabou envolvido no complexo processo judicial de Nicholas Tartaglione. Segundo o registro, os advogados de Tartaglione autenticaram o bilhete, embora o texto não explique de que maneira isso foi feito.

Tartaglione, um ex-policial do interior do estado de Nova York, dividia cela com Epstein enquanto aguardava julgamento por quádruplo homicídio. Em entrevistas telefônicas recentes, ele afirmou ter encontrado o bilhete dentro de um livro de história em quadrinhos depois que o financista foi retirado da cela após a aparente tentativa de suicídio.

“Abri o livro para ler e ela estava lá”, disse Tartaglione. Segundo ele, o texto havia sido escrito em uma folha amarela arrancada de um bloco jurídico.

O médico-legista de Nova York concluiu que a morte de Epstein foi suicídio. Nos anos seguintes, porém, revelações sobre falhas de segurança na prisão alimentaram inúmeras teorias sobre as circunstâncias da morte e sobre a possibilidade de ele ter sido assassinado.

Quando agentes penitenciários perguntaram a Epstein sobre marcas vermelhas em seu pescoço após o episódio de julho, ele inicialmente afirmou que Tartaglione o havia atacado e negou ter tendências suicidas. O ex-policial sempre rejeitou a acusação de agressão. Em uma declaração posterior, Epstein disse às autoridades da prisão que “nunca teve qualquer problema” com o companheiro de cela.

Tartaglione afirmou ter entregado o bilhete a seus advogados porque acreditava que ele poderia ajudá-lo caso o colega de cela continuasse afirmando que ele havia tentado machucá-lo. Tartaglione foi condenado em 2023 e atualmente cumpre quatro penas de prisão perpétua. Ele sustenta sua inocência e recorreu da condenação.

O bilhete aparentemente se tornou parte de uma longa disputa judicial entre os advogados de Tartaglione. Documentos relacionados ao conflito foram colocados sob sigilo para preservar o privilégio da relação advogado-cliente, segundo os autos.

Antes de retirar o sigilo do documento, o juiz pediu às partes envolvidas no caso que se manifestassem sobre o pedido do Times para tornar os documentos públicos. O gabinete do procurador federal de Manhattan, responsável pela acusação contra o ex-policial, não se opôs à divulgação. Em carta enviada ao juiz, os promotores escreveram que “parece haver um forte interesse público nas circunstâncias que cercam a morte de Epstein”.


ONDE BUSCAR AJUDA

CVV (Centro de Valorização da Vida)

Voluntários atendem ligações gratuitas 24 horas por dia no número 188 ou pelo site www.cvv.org.br

Mapa Saúde Mental

Site mapeia diversos tipos de atendimento: www.mapasaudemental.com.br

Fonte: Folha de São Paulo

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