O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, acusou a Rússia de “terrorismo nuclear” no 40º aniversário da explosão na usina de Tchernóbil, que se completa neste domingo (26).
Em uma mensagem nas redes sociais por ocasião do aniversário da catástrofe nuclear, ocorrida em 26 de abril de 2026 na era soviética, Zelenski disse que, com sua invasão lançada em 2022, a Rússia está “mais uma vez levando o mundo à beira de um desastre provocado pelo homem”.
“O mundo não pode permitir que esse terrorismo nuclear continue, e a melhor maneira é obrigar a Rússia a interromper seus ataques imprudentes”, acrescentou.
O presidente ucraniano afirmou que drones russos sobrevoam regularmente Tchernóbil e um deles chegou a atingir sua cobertura protetora no ano passado.
A explosão de 1986 na usina de Tchernóbil foi o pior desastre nuclear civil da história e mudou a percepção global sobre a energia nuclear.
Estima-se que milhares de pessoas morreram como resultado da exposição à radiação.
O número exato de vítimas varia. Cerca de 600 mil pessoas envolvidas na operação de limpeza, conhecidas como “liquidadores”, foram expostas a altos níveis de radiação.
Um relatório da ONU de 2005 situou o número de vítimas fatais confirmadas e previstas em 4.000 nos três países mais afetados. O Greenpeace estimou em 2006 que o desastre havia causado cerca de 100 mil mortes.
Ataques noturnos
A comemoração de Tchernóbil ocorre em plena guerra entre Rússia e Ucrânia.
Três pessoas morreram e outras quatro ficaram feridas em território ucraniano depois que Moscou lançou mais de cem drones durante a noite, segundo as autoridades locais.
Em Sumi, uma região fronteiriça do nordeste, um ataque com drones russos matou dois civis, segundo o chefe da administração militar regional.
“O inimigo atacou civis no território da comunidade de Bilopilia (…) a menos de cinco km da fronteira estatal com a Federação Russa”, com um saldo de dois mortos, um homem de 48 anos e outro de 72, disse Oleg Grigorov no Telegram.
Os ataques com drones e artilharia na cidade de Dnipro (centro-leste) mataram uma pessoa e feriram outras quatro, informou Oleksandr Ganzha, chefe da administração militar regional.
Várias casas e veículos sofreram danos, acrescentou.
A força aérea ucraniana afirma que a Rússia disparou 144 drones durante a noite, dos quais 124 foram interceptados.
Por outro lado, o governador de Sebastopol, na península da Crimeia anexada pela Rússia desde 2014, relatou um morto em um veículo durante um ataque com drones ucranianos que danificou várias casas e uma escola em diferentes bairros desta cidade portuária.
Segundo o governador, a Rússia abateu 43 drones.




