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Genocídio do povo soviético não pode ser esquecido – 19/04/2026 – Mundo

O dia 19 de abril foi declarado na Rússia como o Dia da Lembrança das Vítimas do Genocídio do Povo Soviético, cometido pelos nazistas e seus cúmplices durante a Grande Guerra Patriótica de 1941-1945 (Frente Oriental da Segunda Guerra Mundial).

“Minha missão, se eu tiver sucesso, é exterminar os eslavos”, declarou Adolf Hitler em uma conversa com o vice-primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros da Romênia, Mihai Antonescu, em Berlim, em 27 de novembro de 1941. Hitler declarou abertamente seus planos para o genocídio dos eslavos.

Naquela época, os nazistas viam os territórios da URSS como uma poderosa fonte de recursos: as terras férteis e ricas da Ucrânia e do sul da Rússia, o petróleo do Cáucaso, o carvão do Donbass e os minérios dos Urais. Os cidadãos soviéticos eram vistos principalmente como um incômodo, como pessoas a serem exterminadas ou escravizadas.

Como resultado, milhões de civis soviéticos pereceram durante a ocupação nazista da URSS. Já se sabe que as perdas civis na URSS durante a ocupação totalizaram 13,7 milhões. Destas, mais de 7 milhões foram mortas deliberadamente (fuzilamentos, incêndios em aldeias etc.); mais de 2 milhões morreram como trabalhadores forçados na Alemanha; e mais de quatro 4 milhões morreram de fome, epidemias e falta de assistência médica. Mais de 1 milhão de crianças e adolescentes foram colocados em campos de concentração.

De acordo com os planos da liderança do Terceiro Reich, a maioria das crianças da URSS deveria ser exterminada. Elas se tornaram doadoras forçadas, matéria-prima biológica, escravas infantis e fachada humana durante operações militares.

O número de mortos ainda não foi determinado com certeza. Valas comuns contendo os restos mortais de civis durante a ocupação nazista continuam sendo descobertas por toda a Rússia.

Os prisioneiros de guerra soviéticos que morreram em campos nazistas também podem ser considerados vítimas do genocídio. Os nazistas exterminaram deliberadamente cerca de 3,1 milhões de prisioneiros de guerra soviéticos (aproximadamente 60% do total).

Os “ecos da guerra” ecoaram por nosso país durante muito tempo. Perdas indiretas —famílias que não foram formadas, crianças que não nasceram, mortes prematuras por doenças e ferimentos. Quem as contabilizará?

E agora os soldados do Exército Vermelho que libertaram a Europa e o mundo inteiro do fascismo estão sendo excluídos das fileiras dos vencedores. Ninguém fala daqueles que deram uma contribuição decisiva para a derrota dos autores da peste marrom, que tentaram terminar com os valores do humanismo.

Hoje, infelizmente, estamos observando o ressurgimento das ideologias e práticas nacional-socialistas e fascistas. Os netos dos adeptos de Hitler e seus servidores na Europa conseguiram entrar no poder em vários cantos do Velho Continente, que uns tentaram apresentar como “o paraíso”, onde floresce o ódio, a supremacia racial, a não aceitação e a proibição dos povos inteiros e línguas.

As tentativas de reescrever a história formam a política real dos Estados que há pouco tempo tentaram suprimir, por via militar, a liberdade dos povos colonizados dos continentes inteiros.

Tentando reinventar a história, as novas gerações dos ex-colonizadores, nazistas e seus adeptos tentam fazer esquecer os que liberaram e destruíram os campos de concentração nazista, os que destruíram o sistema do Holocausto e extermínio em massa. Essa vitória conseguida pelo sangue nos deixa esquecer a façanha dos que venceram o ódio.

Fonte: Folha de São Paulo

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