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Papa Leão minimiza desavença com Trump e nega debater – 18/04/2026 – Mundo

O papa Leão 14 tentou minimizar sua desavença com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, neste sábado (18), afirmando que os relatos sobre os comentários que ele fez sobre tiranos durante sua viagem à África “não foram precisos em todos os aspectos”.

A declaração foi dada a jornalistas a bordo de seu voo para Angola, para a terceira etapa de sua ambiciosa viagem de dez dias pela África.

O primeiro papa dos EUA disse que os comentários feitos dois dias antes em Camarões, denunciando que o mundo estava sendo “devastado por um punhado de tiranos”, não foram dirigidos a Trump.

Esse discurso, disse Leão, “foi preparado há duas semanas, muito antes de o presidente comentar sobre mim e sobre a mensagem de paz que estou promovendo”.

Desde o fim de março, o papa Leão 14 vem fazendo críticas à guerra no Irã, o que tem gerado tensões na relação entre o Vaticano e Washington, com ataques diretos de Trump ao pontífice.

Durante a celebração do Domingo de Ramos, o papa Leão 14 declarou que “Deus rejeita as orações de líderes que fazem guerras”, cujas mãos estão “cheias de sangue”, um dia após o conflito no Irã completar um mês.

O sumo pontífice também lamentou que cristãos no Oriente Médio sofressem as consequências de um “conflito atroz” e que não possam celebrar a Páscoa.

Em 12 de abril, o presidente americano fez sua primeira declaração atacando diretamente o papa pela forma como criticava a política externa de seu governo.

Em sua rede, a Truth Social, Trump disse que Leão 14 era “fraco com a criminalidade e terrível para a política externa”, além de sugerir que o papa deveria “se concentrar em ser um grande papa, e não um político”.

Um dia após a declaração, o pontífice respondeu que “não tem medo” do governo Trump.

Durante sua viagem de dez dias pela África, Leão 14 também falou a jornalistas que “não é um político” e não queria debate com o presidente dos EUA.

Antes, o presidente americano havia se pronunciado em suas redes que Leão 14 somente foi escolhido para o cargo pois é americano. “Eles [a Igreja] acharam que seria o melhor modo de lidar com o presidente Donald J. Trump.”, disse o republicano.

Mais tarde no mesmo dia, Donald Trump fez mais uma provocação ao pontífice, publicando em suas redes sociais uma imagem gerada por inteligência artificial, onde aparece vestido como Jesus Cristo, com a mão apoiada sobre a testa de um homem doente e com a bandeira dos EUA ao fundo.

Horas depois, a publicação foi apagada. Em entrevista a repórteres, Trump declarou que foi ele mesmo quem havia publicado a imagem. “Achei que fosse eu como médico e que tivesse a ver com a Cruz Vermelha, como um trabalhador da Cruz Vermelha, que nós apoiamos”, disse o presidente, que culpou a imprensa pela comparação com Jesus.

Dois dias após a polêmica da imagem, Trump compartilhou mais uma imagem gerada por inteligência artificial, na qual aparece sendo abraçado por Jesus.

Na postagem feita na rede Truth Social, o presidente republicou o tuíte de um usuário do X que disse que Deus deveria estar jogando sua “carta Trump”. Na legenda, Trump disse: “Os lunáticos da esquerda radical podem não gostar disso, mas eu acho bem legal!!!”, em mais uma provocação à Igreja Católica.

Fonte: Folha de São Paulo

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