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Republicanos rejeitam acordo e mantém paralisação nos EUA – 27/03/2026 – Mundo

Parlamentares republicanos na Câmara dos Deputados dos Estados Unidos rejeitaram nesta sexta-feira (27) uma proposta para encerrar uma paralisação parcial do governo federal que já dura seis semanas. Um projeto de lei havia sido aprovado por acordo com a oposição no Senado na quinta (26).

A decisão dos membros do partido do presidente Donald Trump prolonga um impasse que tem causado longas filas de segurança nos aeroportos americanos durante a movimentada temporada de férias de primavera. Com a paralisação, funcionários da TSA (Administração de Segurança e de Transportes) não estão recebendo salários.

A TSA disse que quase 12% dos agentes de segurança de aeroportos não compareceram ao trabalho na quinta-feira, o maior número de faltas desde meados de fevereiro. Segundo o órgão, mais de 3.450 agentes não compareceram ao trabalho, incluindo mais de um terço dos agentes no JFK de Nova York e nos aeroportos de Baltimore, Houston e Atlanta.

Com o Congresso novamente em impasse, a Casa Branca afirmou que Trump havia declarado emergência e determinado que os funcionários aeroportuários começassem a ser pagos, embora não esteja claro de onde virá o dinheiro —nos EUA, como no Brasil, o poder orçamentário pertence ao Legislativo, não ao Executivo. A TSA informou que seus agentes vão receber seus contracheques já na segunda-feira (30).

Em vez de considerar o projeto do Senado, que foi aprovado por unanimidade na madrugada de sexta, a Câmara votará uma medida temporária para estender o financiamento do Departamento de Segurança Interna nos níveis atuais por dois meses, disse o presidente republicano da Câmara, Mike Johnson.

“Essa manobra que foi feita ontem à noite é uma piada”, afirmou a repórteres.

Já o líder democrata do Senado, Chuck Schumer, disse que a proposta de extensão do financiamento por 60 dias não seria aprovada lá. O Departamento de Segurança Interna é responsável pelo financiamento dos serviços de controle de imigração, incluindo o ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândega).

As críticas democratas à abordagem agressiva de Trump na fiscalização da imigração foram o motivo do chamado shutdown. “Deixamos claro desde o primeiro dia: os democratas financiarão funções críticas de segurança interna —mas não daremos um cheque em branco para a milícia de imigração ilegal e letal de Trump sem reformas”, disse Schumer em comunicado.

A medida do Senado teria restaurado o financiamento para a maioria do Departamento de Segurança Interna, incluindo agentes de segurança de aeroportos, trabalhadores de resposta a desastres e membros da Guarda Costeira dos EUA, que têm trabalhado sem pagamento desde meados de fevereiro.

Mas o projeto do Senado não aborda o impasse sobre imigração. O projeto omitiu especificamente o financiamento para o ICE e a Patrulha de Fronteira e não continha nenhuma das restrições propostas pelos democratas aos agentes de imigração, como proibir agentes de usar máscaras e exigir câmeras corporais.

Foi isso que levou os republicanos da Câmara a rejeitarem a medida. Johnson disse que os republicanos não votariam em nenhuma proposta que prejudicasse a fiscalização da imigração. Líderes democratas da Casa pediram aos republicanos que votassem o projeto do Senado, afirmando que estavam impedindo o fim do “caos nos aeroportos”.

Os democratas, partido minoritário em ambas as casas do Congresso dos EUA, usaram a pouca influência que têm para bloquear o financiamento do DHS depois que agentes federais balearam e mataram dois cidadãos americanos em Minneapolis. Eles buscam conter a ofensiva de fiscalização de imigração de Trump, que resultou em mais de 500 mil deportações e provocou caos nas ruas das cidades americanas.

Apesar da paralisação, tanto o ICE quanto a Patrulha de Fronteira podem recorrer a financiamento separado que tem origem no amplo projeto de impostos e gastos que os republicanos aprovaram no ano passado.

Os republicanos sugeriram que tentarão garantir novo financiamento por conta própria por meio de um procedimento trabalhoso que lhes permitiria contornar a oposição democrata, embora não esteja claro se o partido consegue manter unidade suficiente em um ano eleitoral para fazê-lo.

Fonte: Folha de São Paulo

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