O Pentágono afirmou nesta terça-feira (24) que forças militares dos EUA apreenderam um navio-tanque de petróleo sancionado no Oceano Índico. Essa foi a terceira interdição neste mês, segundo o órgão.
O navio Bertha, sob bandeira das Ilhas Cook, partiu em janeiro de águas venezuelanas com cerca de 1,9 milhão de barris de petróleo pesado Merey com destino à China, segundo relatórios de navegação da estatal venezuelana PDVSA.
Ele é ligado à Shanghai Legendary Ship Management Company Limited. O navio está sujeito a sanções impostas em janeiro de 2020, afirmou o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro dos EUA.
Após ter capturado o ditador Nicolás Maduro, da Venezuela, Washington intensificou seu bloqueio a embarcações sob sanções que se deslocam para o país sul-americano e partem dele.
Em uma publicação no X, o Departamento de Defesa dos EUA disse que suas forças abordaram o Bertha durante a noite. A pasta acusou o petroleiro de tentar burlar sanções relacionadas ao Irã.
A empresa de gestão de navios não pôde ser contatada para comentar, informou a agência de notícias Reuters.
A última posição reportada da embarcação no sistema de rastreamento AIS foi em 24 de fevereiro, navegando no Oceano Índico próximo às Maldivas, segundo dados da MarineTraffic.
“Durante a noite, forças dos EUA conduziram um direito de visita, interdição marítima e abordagem do Bertha sem incidentes na área de responsabilidade do Indopacom [Comando do Pacífico dos EUA]. A embarcação estava operando em desafio à quarentena estabelecida pelo presidente Trump para navios sancionados no Caribe e tentou evadir-se”, escreveu o Pentágono.
O órgão afirmou ter rastreado o navio desde o Caribe. O Bertha partiu no início de janeiro de águas venezuelanas como parte de uma flotilha que foi apreendida pelos EUA quase completamente.
No início de fevereiro, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, disse que forças militares dos EUA haviam abordado o petroleiro Suezmax Aquila II no Oceano Índico. Em seguida, houve a apreensão do Veronica III na mesma região em 15 de fevereiro.
As embarcações apreendidas no passado estavam sob sanções dos EUA ou faziam parte de uma “frota fantasma” de navios que disfarçam suas origens para transportar petróleo de grandes produtores sancionados — Irã, Rússia ou Venezuela.
Forças dos EUA interceptaram dez petroleiros desde dezembro —incluindo a última apreensão— e devolveram pelo menos dois deles ao novo governo venezuelano, segundo análise da Reuters.
“Águas internacionais não são refúgio para atores sancionados. Por terra, ar ou mar, nossas forças vão encontrá-los e fazer justiça”, disse o Pentágono.




