Na madrugada associada ao episódio do Maduro, picos de atividade em “pizzarias do Pentágono” voltaram a circular como termômetro informal de tensão geopolítica.
Mas como isso funciona? A ideia é: Quando a tensão sobe, equipes estendem jornada, rotinas operacionais aceleram e cresce a demanda por fast food no entorno institucional, e esse “efeito colateral” deixa um rastro mensurável.
O caso é um bom pretexto para discutir um problema clássico: as forças que movem mercados e decisões públicas muitas vezes são latentes. A solução dos economistas é usar o que chamamos de “variáveis proxy”: sinais observáveis que carregam informação sobre o fator invisível.
Neste vídeo, eu testo se essa intuição casa com dados reais: uso uma segunda proxy, de micromobilidade no entorno do Pentágono (se aumentam os pedidos, aumentam as entregas e deslocamentos), e mostro que essa série carrega informação útil sobre a dinâmica do risco geopolítico nos EUA.
Referência: Rangel, V and Vianna, G. Como medir o invisível? Guerras, pizzarias do Pentágono e o uso de variáveis proxy em econometria (2026). Available at SSRN: https://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=6015034
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