Nesta terça-feira (23), a ex-presidente do CSA, Mírian Monte, se pronunciou sobre as acusações levantadas pela junta formada por conselheiros do clube, apresentadas em entrevista coletiva na última segunda (22).
A diretoria do clube, afastada desde o dia 1º de setembro pelo Conselho Deliberativo, foi acusada em diversos pontos pela comissão de investigação, entre eles:
- bichos altos aos jogadores;
- bichos pagos em conta de diretor;
- retirada de documentos no CT após o rebaixamento à Série D;
- imagens de câmeras apagadas;
- falta de pagamento de direitos trabalhistas, como férias e 13º de 2024;
- empréstimos com agiotas sem consentimento do Conselho;
- débito de R$ 1 milhão;
- desorganização do CT.
O TNH1 teve acesso a uma carta extensa da ex-presidente, além de documentos que, segundo ela, rebatem ponto a ponto as alegações da comissão. Para preservar dados pessoais, a reportagem optou por não divulgar algumas informações na íntegra.
Veja abaixo trechos e imagens dos principais documentos apresentados por Mírian Monte:
A CARTA




EMPRÉSTIMOS COM AGIOTAS
Segundo a ex-presidente, os chamados “agiotas” eram, na verdade, conselheiros, diretores e torcedores que emprestaram dinheiro, no início da gestão, sem cobrar juros. Somados, foram emprestados R$ 766,55 mil.
A urgência aconteceu, segundo ela, pela situação do clube, que tinha, na época, apenas R$ 1 milhão em conta e precisava fazer gestão, já que recursos do estado e da prefeitura passam por trâmites burocráticos.
Também houve um empréstimo de R$ 200 mil com uma factoring, com pagamento final de R$ 260 mil (juros de 3%). Ela fez um destaque sobre este único empréstimo que teve juros.
O conteúdo completo desta parte foi preservado pela reportagem para não expor os nomes dos envolvidos e a empresa mencionada.
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