Por Gabriel Amorim e TV Pajuçara
Não é de hoje que internautas se desafiam com as trends do momento nas redes sociais. Recentemente, uma em especial tem chamado a atenção: a de levantar uma pessoa usando apenas dois dedos.
Enquanto muitos especulam que se trata de montagem ou até mesmo “magia”, a repórter Mônica Ermírio, da TV Pajuçara/RECORD TV, foi atrás da verdade e testou a técnica com o professor de Física Phillipe Alves – que revelou que o segredo está longe de ser sobrenatural.
ENTENDA A TREND
Para realizar o desafio, são necessários apenas:
- uma cadeira;
- cinco pessoas – uma sentada (a ser levantada) e quatro em pé, responsáveis por levantar.
O experimento é feito em duas tentativas:
1ª tentativa – a que não dá certo:
- dois dedos sob as axilas;
- dois dedos sob os joelhos.
Mesmo com esforço máximo, o grupo geralmente falha. A pessoa não é levantada.
2ª tentativa — com o “ritual” (ou melhor, com física)
Agora, os participantes seguem os seguintes passos:
- cada um empilha a mão sobre a cabeça de quem está sentado, um por vez;
- depois, desfazem a pilha de mãos, de cima para baixo;
- por fim, repetem o movimento dos dedos indicadores para levantar a pessoa – e, surpreendentemente, conseguem.

MAS QUAL É O SEGREDO?
Nada de feitiçaria. A resposta está na física – mais precisamente, na distribuição de forças e sincronia dos movimentos.
Segundo o professor Phillipe Alves, o “ritual” de empilhar as mãos serve apenas como um momento de concentração e alinhamento do grupo. Ele explica:
Colocar a mão em cima é para se concentrar e manter a sincronia. Como são quatro pessoas, cada uma vai aplicar uma força paralela e, daí, conseguir levantar.
Abaixo, compare as tentativas
Sem o “ritual”:
- há falta de sincronia. Alguém pode começar antes, tentar levantar sozinho e desistir, desorganizando o grupo;
- forças aplicadas de forma desigual fazem com que o corpo gire ou desequilibre.
Com o “ritual”:
- o momento de empilhar as mãos ajuda o grupo a se concentrar e agir simultaneamente;
- a força é aplicada ao mesmo tempo e de maneira equilibrada;
- isso evita rotação e facilita o levantamento.
Ou seja, empilhar as mãos não é essencial. A concentração pode ser alcançada de outras formas. O que realmente importa é a sincronia entre os participantes e a distribuição equilibrada da carga.




