Promotores dos Estados Unidos acusaram formalmente nesta terça-feira (17) Tyler Robinson, suspeito de ter matado o influenciador trumpista Charlie Kirk, de homicídio qualificado e pretendem buscar a pena de morte, caso ele seja condenado.
O estudante de 22 anos é acusado de matar Kirk na semana passada, durante um evento em uma universidade em Utah. Robinson foi preso na quinta-feira (11) após uma perseguição de 33 horas.
As autoridades disseram que o suspeito usou um fuzil para matar Kirk com um único tiro no pescoço, a partir de um terraço.
O procurador de Utah, Jeffrey Gray, disse a jornalistas que apresentou sete acusações contra Robinson, incluindo obstrução da Justiça por destruir evidências do crime e intimidação de testemunha por pedir ao colega de quarto que apagasse mensagens de texto que o incriminavam.
Gray afirmou que tomou a decisão de pedir a pena de morte “com base apenas nas evidências disponíveis, nas circunstâncias e na natureza do crime.”
O procurador afirmou que conversou com membros do gabinete do governador de Utah, Spencer Cox, e do presidente Donald Trump antes de apresentar as acusações, mas ressaltou que a decisão pela pena de morte foi exclusivamente dele.
O estado de Utah prevê esse tipo de sentença e é um dos poucos que também pode realizar as execuções por meio de um pelotão de fuzilamento, embora a injeção letal seja o método mais comum.
Nos autos apresentados nesta terça, os promotores detalharam parte das provas reunidas contra Robinson nos dias seguintes ao ataque. Segundo os documentos, Robinson disse ao colega de quarto que matou Kirk porque já havia “tido o suficiente de seu ódio” e que “alguns ódios não podem ser negociados”.
Ele também teria afirmado que planejou o ataque por mais de uma semana.
O DNA encontrado no gatilho da arma que as autoridades acreditam ter sido usada no crime foi vinculado a Robinson, segundo os autos do processo.
Os promotores acrescentaram fatores agravantes às acusações de homicídio e de porte de arma de fogo porque defendem que Robinson tinha Kirk como alvo devido às suas posições políticas. Pela lei estadual, apenas homicídio qualificado pode levar à pena de morte.
Kirk era aliado de Donald Trump e fundador do grupo político juvenil conservador Turning Point USA.
O suspeito, um estudante do terceiro ano de um programa de elétrica em uma faculdade técnica estadual, fugiu após o ataque. Ele foi preso na noite de quinta-feira na casa de seus pais, depois que familiares e um amigo da família alertaram as autoridades de que Robinson teria confessado o crime ou “insinuado que havia cometido” o atentado.
O governador de Utah já havia dito anteriormente que a família de Robinson disse que o jovem teria se radicalizado nos últimos tempos, demonstrando estar “cheio de ódio”, e que passou a se interessar mais por política. Disse ainda que Robinson conversou sobre a vinda de Charlie Kirk à Universidade do Vale do Utah e “expressou que não gostava dele, criticando seus pontos de vista”.
Os investigadores também conversaram com um antigo colega de quarto de Robinson, que permitiu que a polícia visse e tirasse fotos de mensagens que envolveriam Robinson no Discord, nas quais ele mencionava etapas para conseguir um fuzil.




